Ex-presidente do Bahia propõe à CBF fim do limite de jogos para transferências e criação de ‘times B’

Ex-presidente do Bahia propõe à CBF fim do limite de jogos para transferências e criação de ‘times B’

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Reprodução

Publicado em 22/09/2026 às 22:21 / Leia em 3 minutos
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A reformulação do futebol brasileiro discutida pela CBF e pelos clubes pode ganhar novas mudanças nas próximas reuniões. Além das medidas já aprovadas para as temporadas seguintes, duas propostas apresentadas no encontro de segunda-feira (21), no Rio de Janeiro, ficaram pendentes: a retirada do limite de 12 jogos para transferências entre clubes que disputam o mesmo Campeonato Brasileiro e a criação de equipes B.

As sugestões foram apresentadas por Guilherme Bellintani, dono da SAF do Londrina e ex-presidente do Bahia. Segundo o dirigente, os dois assuntos ainda serão discutidos pelos clubes antes de qualquer votação ou definição.

Uma das propostas trata da regra que restringe a transferência de jogadores entre equipes participantes da mesma edição do Brasileirão. Atualmente, um atleta pode trocar de clube durante a competição desde que tenha atuado em no máximo 12 partidas pelo time anterior. O limite, que era de seis jogos, foi ampliado para 12 em 2026 por causa das características do calendário desta temporada.

A ideia agora é retirar totalmente essa restrição. Se aprovada, a mudança permitiria que jogadores que perderam espaço em seus clubes pudessem se transferir para outra equipe durante o próprio campeonato, independentemente do número de partidas disputadas anteriormente. O assunto ainda não foi votado e deverá retornar à pauta em uma das próximas reuniões.

Bellintani também apresentou a possibilidade de criação de equipes B para disputar competições oficiais. A proposta toma como referência o modelo utilizado por clubes europeus como Barcelona, Benfica e Porto. Pela ideia, equipes das Séries A, B ou C poderiam manter um segundo time em competições oficiais, ampliando o espaço para jogadores em formação.

Ainda não foram definidos a competição em que essas equipes participariam, os critérios de entrada ou o sistema de acesso entre divisões. Essas questões seriam discutidas caso a proposta avance. A intenção é criar uma etapa entre as categorias de base e o futebol profissional, permitindo que jovens ainda sem espaço regular no time principal tenham uma equipe competitiva, calendário próprio e mais oportunidades de jogo.

“A gente teria uma formação de atletas no médio prazo muito mais consolidada aqui no Brasil”, afirmou Bellintani.

A discussão sobre os times B acontece ao mesmo tempo em que a CBF pretende ampliar o espaço para jogadores sub-23. Segundo o diagnóstico apresentado pela entidade, a participação desses atletas caiu nos últimos anos em um cenário relacionado ao aumento da presença de estrangeiros e jogadores mais experientes nos elencos.

Entre as mudanças já aprovadas está a redução gradual do limite de estrangeiros relacionados por partida no Campeonato Brasileiro. O teto atual é de nove jogadores por equipe. Em 2027, cairá para oito, com redução de um atleta por temporada até chegar a cinco em 2030.

Também será mantido o limite de 50 jogadores inscritos no Brasileirão, mas a composição da lista passará por uma mudança gradual. Em 2027, serão 30 vagas para a Lista A e 20 para a Lista B. A proporção será alterada nos anos seguintes até chegar a 25 atletas em cada lista em 2030.

“É muito importante que essas decisões sejam pensadas também para o médio e longo prazo. A gente precisa olhar para a formação, para o espaço dos jovens e para a dinâmica das competições”, afirmou Bellintani.

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