Mila Seidl voltou às redes sociais para explicar por que decidiu vender um carro da família durante o tratamento de Lito Sousa e rebater comentários sobre a situação financeira do casal. O empresário foi diagnosticado com doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), condição rara e progressiva, e permanece sob cuidados médicos.
Segundo Mila, a decisão de se desfazer do automóvel não significa que a família esteja sem recursos, mas representa uma forma de reorganizar prioridades diante do novo momento. Ela explicou que o veículo, apesar de estar em boas condições, passou a representar uma despesa que não fazia mais sentido manter. “É um carro excelente, está muito bom, mas não faz sentido continuar gerando uma despesa e se desvalorizando neste momento”, afirmou.
A influenciadora também contou que chegou a ser questionada sobre a venda do carro por causa de um suposto relógio de R$ 700 mil que pertenceria a Lito. Mila negou a informação e disse que o marido não tem um perfil de luxo ou ostentação. “O Lito não é uma pessoa ligada a luxo, ostentação. Temos uma vida muito boa, que foi construída ao longo de muito trabalho. São 12 anos de internet. Mas ele não tem um relógio que custa nem perto disso. O mais caro custa R$ 3 mil”, declarou.
Mila ainda explicou por que não considera fazer uma rifa para ajudar nas despesas. Segundo ela, a possibilidade não combina com o perfil de Lito. “Não acho que o Lito se sentiria confortável com essa situação. Nem passou pela minha cabeça”, disse.
Durante o desabafo, Mila também rebateu comentários que associavam conforto financeiro à capacidade de sofrer diante de uma doença grave. Para ela, patrimônio não diminui o impacto emocional de enfrentar a possibilidade de perder alguém próximo. “O sofrimento que a gente sente não é medido pelos fatores de conforto. É pelo que você está sentindo. O Lito é o amor da minha vida, é o pai do meu filho”, afirmou. Em outro momento, questionou diretamente: “Eu tenho que pedir autorização para sofrer?”.
A situação também fez Mila repensar a forma como vinha encarando o trabalho e o futuro. Ela contou que passou anos priorizando a construção de uma vida confortável para a família, mas que o diagnóstico de Lito mudou sua percepção sobre o que realmente importa. “Hoje, a minha maior moeda de troca é o tempo. Nada que não seja o tempo”, declarou.
A influenciadora ainda reconheceu que, em determinados momentos, colocou o trabalho à frente da convivência familiar. “Em muitos momentos eu preferenciei o trabalho à minha família, e a conta chega pesada, bem pesada”, desabafou.
Para Mila, a experiência reforçou a importância de encontrar equilíbrio entre carreira, planos e tempo ao lado de quem ama. “Não bota todas as suas fichas do tempo em uma única coisa”, aconselhou.