O que começou com uma carrocinha comprada por R$ 1.700 se transformou, em sete anos, em uma rede com 45 unidades e faturamento de R$ 26 milhões em 2025. A história da Baurucas começou em Campo Grande, no Rio de Janeiro, quando Maurício Matheus e Andressa Martins decidiram apostar na venda de pipoca artesanal.
Atualmente, a empresa possui 40 lojas em shoppings do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Outras cinco operações funcionam em supermercados, estações de metrô, um outlet e no Aeroporto Santos Dumont. A produção é abastecida por uma fábrica própria, responsável pelo processamento de 10 toneladas de pipoca por mês.
O cardápio reúne 18 sabores, com seis opções disponíveis durante todo o ano. Entre os produtos mais procurados estão os sabores de leite em pó, drizzle de chocolate e manteiga, este último preparado na hora. A marca também lança uma opção sazonal por mês, como aconteceu com a pipoca “Cebola e Salsa”, criada durante a última Copa do Mundo e que pode voltar ao cardápio.
Segundo Matheus, um dos fatores utilizados pela empresa para manter as características do produto é o milho do tipo mushroom, específico para pipocas artesanais. O grão produz pipocas com formato mais uniforme e ajuda a diminuir a quantidade de resíduos de caroço.
A trajetória, porém, começou com dificuldades. Nos primeiros meses, a carrocinha registrava faturamento diário inferior a R$ 200, enquanto os consumidores ainda demonstravam resistência em pagar mais por uma pipoca artesanal. Mesmo diante desse cenário, o casal manteve o objetivo de deixar as ruas em até um ano. A meta foi alcançada com a abertura da primeira loja fixa, no Park Shopping Campo Grande.
A pandemia trouxe outro desafio para o negócio. Com a unidade fechada temporariamente, Maurício e Andressa improvisaram uma cozinha na casa dos pais dele e passaram a atender somente por delivery. A operação ajudou a manter o contato com os consumidores, fidelizar clientes e experimentar novos sabores antes da retomada das lojas físicas.