O artista plástico Rodrigo Cass morreu aos 43 anos após se afogar enquanto nadava na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. O acidente aconteceu nesta quinta-feira (17). As circunstâncias da morte ainda não foram detalhadas.
Nascido em São Paulo, em 1983, Cass era representado desde 2014 pela galeria Fortes D’Aloia & Gabriel, que confirmou a morte. Ao longo da carreira, o artista transitou por diferentes linguagens, incluindo relevos, fotografias e videoesculturas.
Ex-seminarista e ligado à religião, Cass incorporava referências da iconografia católica clássica e da tradição neoconcreta brasileira. O uso de concreto sobre linho também se tornou uma das marcas de sua produção.
Aos 43 anos, o artista atravessava uma fase de maior projeção internacional. Em 2026, realizou sua primeira exposição individual em Portugal, “Geometria Sensível!”, apresentada simultaneamente em Lisboa e no Porto.
Cass também havia sido selecionado pela ArtRio para ter uma obra exibida nos telões da Times Square, em Nova York. Ele integrou a seleção ao lado de Lucia Koch e Denilson Baniwa.
Atualmente, uma de suas obras pode ser vista na 39ª edição do Panorama da Arte Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). Com curadoria de Diane Lima, “Depois que tudo foi dito” reúne 33 artistas e está em cartaz até 24 de janeiro de 2027.
Em nota de despedida, a galeria destacou a trajetória do artista e definiu sua produção como uma pesquisa sobre “matéria e espírito”, além de lembrar sua generosidade e presença na cena cultural.