Aos 18 anos, Rayssa Leal já reúne duas medalhas olímpicas, títulos internacionais e um patrimônio estimado em R$ 90 milhões. O valor não foi oficialmente declarado pela skatista, mas é atribuído à carreira esportiva e aos contratos comerciais construídos desde que ela ganhou projeção ainda criança.
Os resultados nas pistas são uma parte dessa trajetória financeira. Em 2025, por exemplo, Rayssa recebeu US$ 100 mil pela quarta conquista consecutiva do Super Crown da Street League Skateboarding (SLS), em São Paulo. Na conversão da época, o prêmio superou R$ 540 mil. Ao considerar os diferentes pódios obtidos naquele ano, a skatista ultrapassou R$ 900 mil em premiações esportivas. Paralelamente, a exposição internacional ampliou sua presença no mercado publicitário, com contratos e parcerias com empresas de diferentes setores, entre elas a grife francesa Louis Vuitton.
A projeção de Rayssa começou a crescer ainda na adolescência. Aos 13 anos, ela conquistou a prata no skate street nos Jogos de Tóquio e se tornou a brasileira mais jovem a subir em um pódio olímpico. Aos 16, voltou a ganhar uma medalha, desta vez o bronze em Paris 2024. Em 2026, foi selecionada para a primeira edição da TIME100 Sports, lista que reuniu atletas considerados influentes mundialmente. Rayssa foi a integrante mais jovem e a única brasileira.
Títulos continuam aumentando
A carreira esportiva seguiu avançando depois da maioridade. Em 9 de agosto de 2026, Rayssa venceu o SLS Rio Takeover, realizado no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Ela terminou a competição com 20,9 pontos, apenas dois décimos à frente da japonesa Momiji Nishiya, que marcou 20,7.
A estrutura dedicada à carreira também inclui uma mansão em Imperatriz, no Maranhão, onde a skatista tem uma pista profissional construída no quintal. O espaço foi planejado para reproduzir elementos do skate street e permite que Rayssa treine em casa. Ela também mantém uma base em São Paulo para parte dos compromissos profissionais e comerciais.
Fora das competições e dos negócios, Rayssa destinou recursos a projetos sociais. A atleta doou cerca de US$ 50 mil, aproximadamente R$ 250 mil, para a Social Skate, ONG de Poá, na Grande São Paulo, que desenvolve atividades esportivas com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.