Dia do Cachorro-Quente: como lanchonete em Salvador mantém receita familiar há quase 40 anos

Dia do Cachorro-Quente: como lanchonete em Salvador mantém receita familiar há quase 40 anos

Redação Alô Alô Bahia

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Redação Alô Alô Bahia

Reprodução / Redes Sociais

Publicado em 10/09/2026 às 12:21

Pão macio, maionese artesanal, ketchup, queijo ralado e salsicha. Sem purê ou muitos complementos, o cachorro-quente da Lanchonete Travessa’s mantém uma receita simples que atravessa gerações e se tornou o carro-chefe do estabelecimento, em Salvador, ao longo de quase quatro décadas.

Fundada em 1987 por Ridalva Brito, hoje com 73 anos, a Travessa’s começou de forma despretensiosa, na garagem de casa. Conhecida pela habilidade na cozinha, ela recebeu de uma vizinha a sugestão de preparar lanches para os estudantes de um colégio da região. A ideia deu certo e, aos poucos, o comércio foi ocupando cada vez mais espaço até o imóvel ser destinado exclusivamente à lanchonete.

Na época, Ridalva conciliava a produção dos lanches com o trabalho na Petrobras e contava com a ajuda da irmã nas vendas. Mais tarde, deixou a estatal para se dedicar integralmente ao negócio. O marido, Egidio Erhardt, de 77 anos, que trabalhou como mestre cervejeiro após se mudar de Santa Catarina para a Bahia, também passou a integrar a operação depois da aposentadoria.

Hoje, quem está à frente da Travessa’s é o filho do casal, Daniel Brito Erhardt, de 42 anos. Formado em Administração e presente na rotina da lanchonete desde criança, ele assumiu gradualmente a gestão à medida que os pais diminuíram o ritmo de trabalho. Ridalva e Egidio, no entanto, continuam participando das decisões da empresa.

A receita do cachorro-quente também segue a proposta criada pela família. Vendido por R$ 8, o lanche aposta em poucos ingredientes justamente para preservar os sabores do pão e da maionese produzidos pela casa.

“Se a gente colocasse muita coisa, ia esconder o que temos de mais gostoso, que é o pãozinho e a nossa maionese”, explica Daniel.

Em períodos de maior movimento, especialmente durante o verão, a produção pode chegar perto de mil cachorros-quentes por dia. Atualmente, a lanchonete conta com 16 funcionários.

Apesar de ser o principal produto da casa, o cachorro-quente divide espaço com um cardápio que inclui coxinhas, quibes, rissoles de camarão, saltenhas, esfirras e enrolados, além de tortas tradicionais e especiais, como a de tapioca. Os salgados custam a partir de R$ 7 e os doces, a partir de R$ 6. A Travessa’s também trabalha com encomendas para festas e aniversários.

Dia do Cachorro-Quente: como lanchonete em Salvador mantém receita familiar há quase 40 anos

Tradição de olho no futuro

Depois de décadas construindo sua clientela principalmente pelo boca a boca, a Travessa’s passou a investir também na presença digital. A lanchonete chegou ao Instagram em novembro de 2025 e, segundo Daniel, a novidade já provocou um crescimento estimado em 20% no movimento e no faturamento.

A família também estuda ampliar as formas de atendimento. Atualmente, os pedidos podem ser feitos pelo WhatsApp, com retirada no local ou envio por motoristas de aplicativo. A entrada em plataformas de delivery está sendo analisada, com a preocupação de preservar a qualidade dos produtos e do serviço.

Os próximos passos ganharam espaço após a aquisição e ampliação do imóvel vizinho, aumentando a estrutura disponível para a produção. Entre os planos estão fortalecer o delivery, participar de festivais e, futuramente, avaliar a abertura de novos pontos de venda.

Quase 40 anos depois de começar em uma garagem, a Travessa’s segue com a família à frente do negócio e uma receita que pouco mudou: pão, maionese artesanal e simplicidade como principais ingredientes de um cachorro-quente que já faz parte da rotina de gerações de clientes em Salvador.

Conteúdo produzido com informações da Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

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