Novos insetos descobertos são batizados com nomes em homenagem a Taylor Swift

Novos insetos descobertos são batizados com nomes em homenagem a Taylor Swift

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Reprodução

Publicado em 10/09/2026 às 13:10

Taylor Swift agora faz parte do universo da entomologia. Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Riverside, nos Estados Unidos, batizaram um novo gênero de insetos australianos como Swiftiephylus, em uma homenagem que também busca chamar atenção para a descoberta e conservação da biodiversidade.

O gênero reúne quatro das 12 novas espécies de insetos australianos descritas em um estudo publicado na revista científica Insect Systematics and Evolution. O nome combina “Swiftie”, termo usado para identificar os fãs da cantora, com “Phylus”, um sufixo técnico comum na denominação do grupo. As quatro espécies receberam nomes que fazem referência à artista e à sua discografia: Swiftiephylus taylorae, Swiftiephylus amator, Swiftiephylus intrepidus e Swiftiephylus poetorum. Os termos remetem, respectivamente, a “Taylor”, “amante”, “destemida” e “poetas”.

A iniciativa partiu de Schroeder, estudante de doutorado em entomologia e fã de longa data da cantora. Segundo ele, a aparência dos insetos também contribuiu para a escolha. “O visual icônico de Taylor Swift é o cabelo loiro e os lábios vermelhos. Esses insetos são amarelo-pálidos com detalhes em vermelho por todo o corpo. No artigo, eu os descrevo como loiros”, explicou em comunicado da universidade.

Os insetos pertencem à família Miridae, considerada a maior do mundo entre os percevejos, com mais de 11 mil espécies catalogadas. Eles vivem associados às árvores de casuarina na Austrália e, de acordo com o estudo, não há registros de que provoquem danos às plantas hospedeiras ou representem riscos para humanos e animais.

A identificação científica dos animais levou anos. Os exemplares foram coletados entre 1995 e 2004 durante um trabalho de mapeamento da biodiversidade que envolveu o Museu Americano de História Natural e parceiros australianos. Centenas de espécimes emprestados de museus foram analisados até que a classificação das espécies fosse confirmada.

Para Schroeder, a homenagem também serve para aproximar o público da pesquisa científica. “Para mim, como fã de longa data da Taylor Swift, pareceu autêntico homenageá-la dessa forma, além de chamar a atenção para a diversidade de insetos que ainda precisa ser descoberta”, afirmou. Segundo o pesquisador, estima-se que ainda existam cerca de 30 milhões de insetos não documentados no planeta. Nesse cenário, a taxonomia, ciência responsável por classificar e nomear organismos, tem papel central na identificação das espécies e na preservação ambiental. “Se não descrevermos as espécies, não saberemos que elas existem e não poderemos conservá-las. Homenagear Taylor dando seu nome a essas espécies é uma forma de honrar a ciência da conservação e chamar a atenção para toda a diversidade desconhecida”, concluiu, com o aval da professora e coautora do estudo, Christiane Weirauch.

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