Anvisa amplia uso de medicamento contra tipo agressivo de câncer de mama

Anvisa amplia uso de medicamento contra tipo agressivo de câncer de mama

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Valter Campanato / Agência Brasil

Publicado em 10/09/2026 às 13:26

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou novas indicações terapêuticas para o Trodelvy (sacituzumabe govitecana), medicamento utilizado no tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN).

A decisão amplia as possibilidades de uso do medicamento para pacientes com casos irressecáveis, localmente avançados ou metastáticos, ou seja, situações em que o tumor não pode ser removido por cirurgia ou já apresenta um quadro mais avançado.

Entre as novas indicações está o uso do Trodelvy em combinação com pembrolizumabe no tratamento de primeira linha de pacientes adultos com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático cujos tumores expressem PD-L1.

A PD-L1 é uma proteína presente na superfície de algumas células cancerígenas e pode contribuir para que o sistema imunológico não reconheça ou ataque o tumor de maneira adequada.

A Anvisa também aprovou o uso do sacituzumabe govitecana como monoterapia, em primeira linha, para pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo irressecável, localmente avançado ou metastático que não sejam candidatos ao tratamento com inibidores de PD-1 ou PD-L1.

Câncer de mama triplo-negativo

Segundo a Anvisa, o câncer de mama triplo-negativo é considerado um subtipo mais agressivo da doença, associado a um prognóstico menos favorável e a um número mais limitado de alternativas terapêuticas.

Nos casos de doença localmente avançada e que não pode ser removida por cirurgia, ou quando há metástase, os pacientes podem apresentar progressão clínica rápida e maior risco de mortalidade.

Diante desse cenário, a agência destacou a necessidade de desenvolver e disponibilizar tratamentos mais eficazes desde as etapas iniciais da terapia.

Como funciona o Trodelvy

O sacituzumabe govitecana pertence a uma classe de medicamentos conhecida como conjugados anticorpo-fármaco. A substância foi desenvolvida para reconhecer especificamente a proteína Trop-2, encontrada na superfície de células cancerígenas.

Após se ligar à Trop-2, o medicamento libera diretamente na célula tumoral uma substância com ação quimioterápica. A estratégia busca direcionar o tratamento às células do câncer, contribuindo para o combate ao tumor.

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