A Justiça enfrenta dificuldades para localizar Virginia Fonseca para notificá-la oficialmente sobre uma ação que pode chegar a R$ 120 milhões. Após duas tentativas sem sucesso, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) avalia recorrer à notificação por edital, prevista para situações em que a parte não é encontrada nos endereços conhecidos.
A influenciadora é alvo de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), que cobra R$ 120 milhões por danos morais coletivos. O processo envolve acusações de publicidade considerada enganosa relacionada a apostas esportivas e cita conteúdos publicados por Virginia durante a Copa do Mundo.
A primeira tentativa de entrega da notificação ocorreu em 30 de julho. Já a segunda diligência aconteceu no último domingo (30), quando agentes foram até um imóvel registrado em nome da influenciadora, em Goiânia (GO).
Como as duas buscas não conseguiram cumprir a diligência, a Justiça pode publicar um edital para dar andamento ao processo.
A disputa também já teve mudanças nas decisões judiciais. Inicialmente, a primeira instância havia negado o pedido para retirar imediatamente os conteúdos promocionais. Depois, o Ministério Público recorreu e conseguiu uma decisão favorável, que levou Virginia a apagar vídeos relacionados às apostas de seu Instagram, onde reúne mais de 53 milhões de seguidores.
Após a repercussão do caso, a influenciadora também rompeu o contrato que mantinha com a Blaze.
Os advogados da empresária argumentam que uma eventual responsabilização precisa ser baseada em provas concretas, e não apenas em interpretações relacionadas à grande exposição pública da influenciadora.
A Blaze, por sua vez, apresentou ao Ministério Público um documento de 75 páginas para contestar as acusações. A empresa afirma que segue os procedimentos de fiscalização exigidos para o setor e nega ter atuado fora dos parâmetros legais.