Mais de 70 milhões de brasileiros já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), mas o documento não precisa ficar restrito à versão física. Depois de receber a carteira impressa, o cidadão pode adicionar gratuitamente a identidade ao celular por meio do aplicativo GOV.BR e utilizá-la em situações que exigem comprovação de identidade.
A versão digital da CIN possui validade jurídica e pode ser apresentada, por exemplo, em viagens, na entrada de shows e eventos e em outras situações do cotidiano. O documento também conta com mecanismos que permitem verificar sua autenticidade. O governo federal passou a enviar notificações para pessoas que já receberam a nova identidade, mas ainda não acessaram a versão digital.
Para colocar a CIN no celular, é necessário abrir o aplicativo GOV.BR e entrar com CPF e senha. Na tela inicial, basta acessar “Carteira de documentos”, selecionar a opção para adicionar um documento e escolher “Carteira de Identidade”. O aplicativo localizará a CIN vinculada ao CPF e, após a confirmação, o documento ficará disponível na carteira digital do GOV.BR.
Caso a identidade não apareça no aplicativo, é necessário verificar se a versão física já foi efetivamente emitida e entregue e se os dados cadastrados estão corretos. Quem ainda não possui a CIN precisa solicitar o documento no órgão responsável pela emissão no estado onde mora. A primeira via é gratuita, embora os procedimentos, como necessidade de agendamento e documentação exigida, possam variar de acordo com cada estado.
A nova identidade substitui gradualmente o antigo RG e adota o CPF como número único de identificação em todo o país. O modelo anterior permitia que uma mesma pessoa tivesse números de RG diferentes em estados distintos. A CIN também pode reunir informações de outros registros, quando estiverem disponíveis e devidamente vinculadas. O RG antigo, porém, não deixa de valer imediatamente: os documentos anteriores poderão ser utilizados até 28 de fevereiro de 2032.
O acesso à versão digital deve ser feito diretamente pelo aplicativo oficial GOV.BR. O governo alerta que não solicita, por WhatsApp, dados pessoais como CPF e endereço para liberar a CIN e também não cobra pelo acesso à versão digital. Mensagens com links suspeitos, pedidos de atualização cadastral ou cobranças relacionadas ao documento devem ser ignoradas.