Mais da metade dos brasileiros que utilizam ferramentas de inteligência artificial já recorre às plataformas para falar sobre sentimentos e buscar algum tipo de apoio emocional. É o que aponta a terceira edição da Pesquisa Privacidade e Proteção de Dados Pessoais, realizada pelo Cetic.br, ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
Segundo o levantamento, 54% dos usuários de IA afirmam fornecer informações sobre sentimentos e emoções às ferramentas. O estudo ouviu 2.500 internautas com 16 anos ou mais, de todas as regiões do país. Embora os usos profissional e acadêmico ainda sejam os mais comuns, a pesquisa mostra que a tecnologia também vem ocupando espaço em questões pessoais.
Entre os dados compartilhados com as plataformas, assuntos relacionados a trabalho ou estudo aparecem em primeiro lugar, citados por 73% dos entrevistados. Na sequência estão preferências e gostos pessoais, como filmes e músicas, mencionados por 58%. Informações de saúde, como sintomas e exames, são fornecidas por 52% dos usuários, enquanto 50% afirmam enviar fotos próprias ou de pessoas conhecidas.
O resultado reforça o alerta para que, mesmo diante da facilidade de conversar com ferramentas como ChatGPT, Gemini e outras plataformas de IA, os usuários tenham cautela ao compartilhar informações íntimas, emocionais ou de saúde.