O agronegócio brasileiro mantém forte presença entre as maiores fortunas do país. Segundo o ranking de bilionários da revista Forbes 2026, publicado nesta quinta-feira (27), 37 bilionários ligados ao setor acumulam R$ 207,7 bilhões em patrimônio, o equivalente a 11,2% da riqueza total dos 255 brasileiros listados pela publicação.
Entre os nomes de destaque estão Ricardo Castellar de Faria, conhecido como o “Rei do Ovo”, e os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS. Ricardo, de 51 anos, lidera a lista dos bilionários do agro, com uma fortuna estimada em R$ 35,1 bilhões. Proprietário da Granja Faria, ele ocupa a 10ª posição no ranking geral dos brasileiros mais ricos.
Ricardo estreou na lista da Forbes em 2024, na 21ª colocação nacional, com patrimônio estimado em R$ 17,45 bilhões. Desde então, sua fortuna praticamente dobrou.
Na segunda e terceira posições do ranking do agronegócio aparecem os irmãos Joesley e Wesley Batista, com R$ 21,9 bilhões cada. Proprietários da JBS, eles ocupam a 17ª posição na lista geral de bilionários brasileiros.
O quarto lugar é de Alceu Elias Feldmann, fundador da Fertipar, com patrimônio estimado em R$ 19,2 bilhões. A empresa responde por cerca de 15% do mercado brasileiro de fertilizantes e atende diferentes cadeias produtivas do campo.
Entre os dez maiores bilionários do agro também estão nomes ligados à produção de papel e celulose, grãos, proteína animal e agroenergia. O ranking é completado por Liu Ming Chung, da Nine Dragons Paper, com R$ 7,9 bilhões; Blairo Borges Maggi, da Amaggi, com R$ 7,2 bilhões; Hugo de Carvalho Ribeiro e família, também da Amaggi, com R$ 7,2 bilhões; Itamar Locks, da Amaggi, com R$ 6,7 bilhões; Rubens Ometto Silveira Mello, ligado a Cosan, Raízen e Rumo, com R$ 6,3 bilhões; e Marcos Molina dos Santos, da MBRF, com R$ 6,1 bilhões.
Uma mudança significativa na edição de 2026 é a saída de Lucia Maggi, conhecida como a “Rainha da Soja”. Proprietária do Grupo Amaggi, originalmente chamado de Sementes Maggi, ela havia aparecido no ranking de 2024 com patrimônio estimado em US$ 1 bilhão, então equivalente a R$ 5,16 bilhões.
Lucia já chegou a ser apontada pela Forbes como a mulher mais rica do Brasil. Em 2022, sua fortuna era estimada em US$ 6,9 bilhões, cerca de R$ 35,6 bilhões na cotação da época, o que a colocava na 350ª posição entre as pessoas mais ricas do mundo.
No conjunto, os 255 brasileiros presentes no ranking da Forbes em 2026 concentram R$ 1,86 trilhão. A presença do agronegócio evidencia o peso econômico de setores como alimentos, proteína animal, fertilizantes, papel e celulose e agroenergia na formação das grandes fortunas nacionais. O levantamento também aponta que fusões e aquisições, expansão internacional e ganhos de escala estão entre os fatores que impulsionam o crescimento dos grandes grupos do setor.
Geograficamente, a riqueza dos bilionários do agro está concentrada principalmente no Sudeste e no Sul. A primeira região reúne 18 nomes, com patrimônio conjunto de R$ 89,1 bilhões, enquanto o Sul tem 12 bilionários e R$ 57,7 bilhões.
O Centro-Oeste, apesar de contar com apenas três representantes, concentra R$ 46,6 bilhões, impulsionados por empresas ligadas aos segmentos de grãos e proteína animal. O Nordeste tem três integrantes, enquanto um dos bilionários mantém sua atuação sediada no exterior.
A lista também revela uma expressiva desigualdade de gênero: entre os 37 bilionários ligados ao agronegócio, 32 são homens e apenas cinco são mulheres.
Os 10 maiores bilionários do agro brasileiro em 2026:
01) Ricardo Castellar de Faria (Granja Faria) — R$ 35,1 bilhões
02) Joesley Mendonça Batista (JBS) — R$ 21,9 bilhões
02) Wesley Mendonça Batista (JBS) — R$ 21,9 bilhões
04) Alceu Elias Feldmann (Fertipar) — R$ 19,2 bilhões
05) Liu Ming Chung (Nine Dragons Paper) — R$ 7,9 bilhões
06) Blairo Borges Maggi (Amaggi) — R$ 7,2 bilhões
06) Hugo de Carvalho Ribeiro e família (Amaggi) — R$ 7,2 bilhões
08) Itamar Locks (Amaggi) — R$ 6,7 bilhões
09) Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan/Raízen/Rumo) — R$ 6,3 bilhões
10) Marcos Molina dos Santos (MBRF) — R$ 6,1 bilhões