Coca-Cola sem cafeína chega ao Brasil sob apelo do bem-estar

Coca-Cola sem cafeína chega ao Brasil sob apelo do bem-estar

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Reprodução

Publicado em 27/08/2026 às 16:48

A Coca-Cola vai ampliar sua linha de refrigerantes sem açúcar no Brasil com o lançamento da versão Zero Açúcar e Zero Cafeína, previsto para setembro. A aposta da companhia é alcançar consumidores que evitam cafeína, especialmente no período da noite, e aumentar a frequência de consumo da marca. O produto chega ao país em um momento de crescimento das versões sem açúcar, enquanto o consumo frequente de refrigerantes tradicionais recuou nas capitais brasileiras. As informações são do jornal Valor Econômico.

A nova variante será lançada oficialmente durante a 16ª edição do Rio Gastronomia, entre 17 de setembro e 4 de outubro, no Rio de Janeiro. A chegada ao varejo deve ocorrer entre a segunda e a terceira semana do mês, inicialmente em latas de 310 ml ou 350 ml. Embalagens maiores estão previstas para 2027, e a orientação da empresa é manter um preço próximo ao praticado pela Coca-Cola Zero convencional.

A versão Zero Açúcar e Zero Cafeína foi lançada originalmente na Espanha, em 2010, e já é comercializada em países como Reino Unido, Países Baixos, Itália, Portugal, Bélgica e Austrália. O Brasil receberá o produto neste ano ao lado de Chile e México, enquanto Argentina e Uruguai devem passar a vender a bebida em 2027. O mercado brasileiro é líder mundial nas vendas de Coca-Cola Zero e ocupa a quarta posição entre os maiores mercados da Coca-Cola Company.

“Cada vez mais temos uma população brasileira que, até mais do que a média global, se preocupa com os ingredientes e com a quantidade que consome. As necessidades mudam, e o portfólio precisa acompanhar essas mudanças”, afirma Raquel Ribeiro, diretora de marketing da marca Coca-Cola no Brasil em entrevista ao Valor. Segundo dados da Scanntech, o volume de refrigerantes sem açúcar vendido no varejo brasileiro cresceu 18,8% entre janeiro e agosto de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto a participação desses produtos na categoria avançou de 17% para 21,4%.

O comportamento contrasta com a queda do consumo frequente de refrigerantes nas capitais. Levantamento do Ministério da Saúde mostra que a parcela de adultos que consomem a bebida pelo menos cinco vezes por semana caiu de 30,9%, em 2007, para 14,9%, em 2023. No mercado global, porém, o volume consumido passou de 199,6 bilhões de litros em 2018 para mais de 222 bilhões em 2024, segundo estimativas da OG Analysis.

A Coca-Cola começou a planejar o lançamento brasileiro no segundo semestre do ano passado e realizou uma pesquisa local para avaliar o interesse dos consumidores. De acordo com a companhia, participantes com mais de 30 anos mencionaram com maior frequência a cafeína como um dos fatores considerados na escolha de bebidas, em razão de preocupações relacionadas aos possíveis efeitos sobre o sono. “Pelo tamanho da base de consumidores de Coca-Cola Zero no Brasil, imaginamos que a adoção da nova versão ocorra mais rapidamente. A oportunidade está tanto entre quem já consome a opção sem açúcar, mas evita cafeína à noite, quanto entre quem ainda não consome Coca-Cola Zero”, diz Ribeiro.

A campanha publicitária, criada pelo grupo WPP, será lançada em outubro, após a ampliação da distribuição. A estratégia prevê ações em canais digitais, redes sociais, mídia exterior, supermercados, bares e restaurantes, associando o produto a jantares, encontros em casa e outros momentos no fim do dia.

A embalagem da Coca-Cola Zero Açúcar e Zero Cafeína não seguirá o rebranding anunciado pela companhia em julho. A bebida será vendida em lata preta e dourada, padrão já utilizado em mercados como Reino Unido e Países Baixos. A empresa aposta na diferença visual para facilitar a identificação do produto e destacar a ausência de cafeína nas gôndolas.

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