Aos 18 anos, Rayssa Leal apoia projeto que incentiva meninas a praticarem skate no Nordeste

Aos 18 anos, Rayssa Leal apoia projeto que incentiva meninas a praticarem skate no Nordeste

Redação Alô Alô Bahia

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Luana Veiga

Gabriela Batista

Publicado em 24/08/2026 às 09:34

construiu uma trajetória que ultrapassa medalhas, títulos e grandes manobras. A atleta maranhense, que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio aos 13 anos, tornou-se uma das principais referências do skate feminino no Brasil e uma inspiração para crianças e adolescentes.

Em entrevista à Glamour, Rayssa falou sobre a relação entre esporte e saúde mental, igualdade de gênero, autoestima e a responsabilidade de ser uma referência para meninas que estão começando no esporte. Para ela, o skate representa muito mais do que competição: é um espaço de descoberta, confiança e pertencimento.

“Se eu tivesse desistido toda vez que eu caí, muita coisa não teria acontecido. O medo andou comigo por um tempo. E às vezes ainda aparece por aqui. Um medo que todas nós conhecemos: de não ser aceita, de ouvir que isso não é para você.”

O depoimento faz parte de uma carta escrita por Rayssa para meninas que participam do programa Skate Pela Mudança Social, do qual é embaixadora. A iniciativa busca ampliar o acesso ao esporte e tornar as pistas ambientes mais seguros e acolhedores para meninas e mulheres.

Rayssa Leal e o programa Skate Pela Mudança Social

Entre 2024 e 2025, o programa Skate Pela Mudança Social, parceria entre Nike, Laureus Sport for Good e Rede Esporte pela Mudança Social, apoiou três organizações não governamentais da região Nordeste.

A iniciativa forneceu equipamentos esportivos, especialmente itens de segurança, além de promover capacitação em pedagogia e equidade de gênero para gestores e educadores. O objetivo é criar ambientes mais seguros e incentivar a permanência das meninas no esporte.

“Participar desse projeto é uma forma de retribuir tudo o que o skate me proporcionou. Eu sei o quanto o esporte pode transformar a vida de uma criança. Existem muitas meninas talentosas que, às vezes, só precisam de um incentivo, de um espaço para treinar e de alguém que mostre que esse sonho também é possível”, afirmou Rayssa.

Meses depois de completar 18 anos, a skatista também falou sobre como o esporte transformou sua própria trajetória. Para ela, o skate ajudou a desenvolver confiança, disciplina e uma relação mais respeitosa com o próprio corpo.

“Quando eu comecei a andar de skate, muitas vezes eu era a única menina na pista. O que sempre me fez continuar foi o amor pelo skate. E também o apoio da minha família, acreditando em mim e me incentivando a seguir em frente”, contou.

Como o skate transformou Rayssa Leal?

Conhecida como “Fadinha”, Rayssa deixou Imperatriz, no Maranhão, para se tornar uma das maiores estrelas do skate mundial. Sua participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021, ajudou a ampliar a visibilidade da modalidade e do skate feminino no país. Desde então, o número de mulheres praticantes cresceu de forma significativa, segundo a Confederação Brasileira de Skate.

Segundo a atleta, o skate entrou em sua vida ainda na infância e passou a fazer parte de sua identidade. Além de proporcionar viagens e encontros com pessoas de diferentes culturas, a modalidade também ensinou a importância da paciência, dedicação e coragem.

Rayssa afirma ainda que aprendeu a respeitar mais o próprio corpo e a importância de cuidar tanto da preparação física quanto da saúde mental. Para ela, autoestima e confiança estão diretamente relacionadas ao desempenho no esporte.

A skatista também destaca que não é necessário buscar a perfeição o tempo todo.

“Os tombos, os erros e os dias difíceis fazem parte do processo e ajudam a gente a crescer”, disse.

A skatista também falou sobre o impacto de sua trajetória entre crianças e adolescentes, especialmente entre meninas que se identificam com ela e contou que nunca imaginou que poderia inspirar outras pessoas, mas encara esse papel de forma natural. Seu objetivo é transmitir uma mensagem positiva e mostrar que meninas podem sonhar e conquistar seus objetivos.

“Quero mostrar que elas são capazes, que elas podem sonhar e conquistar tudo o que quiserem”, afirmou.

Conselho de Rayssa Leal para meninas que estão começando no esporte

Para meninas de 10 ou 11 anos que estão dando os primeiros passos no skate ou em outras modalidades, Rayssa recomenda que a diversão venha antes da cobrança por resultados.

Segundo a atleta, é importante não desistir diante das dificuldades, já que erros e quedas fazem parte do aprendizado. Ela também destaca a importância de acreditar em si mesma e contar com pessoas que ofereçam apoio durante a trajetória.

“Se elas tiverem confiança, paciência e pessoas que apoiem o caminho delas, podem ir muito longe”, declarou.

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