Mel de abelha sem ferrão produzido em cidade baiana é eleito o melhor do Brasil em 2026

Mel de abelha sem ferrão produzido em cidade baiana é eleito o melhor do Brasil em 2026

Redação Alô Alô Bahia

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Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 21/08/2026 às 16:12

O melhor mel de abelha sem ferrão do Brasil em 2026 é baiano. Produzido em Jaguaripe, no Recôncavo Baiano, o mel do meliponário Meldoyá conquistou o primeiro lugar no Concurso de Méis Código das Abelhas, realizado no último dia 15 de agosto, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A amostra vencedora é de mel de uruçu nordestina, colhida em março deste ano.

A conquista reforça uma trajetória que já havia colocado a produção baiana no topo nacional. Em novembro de 2024, a Meldoyá, comandada pelos irmãos e biomédicos Caio e Luisa Vieira, venceu o Concurso Nacional de Méis de Abelhas Sem Ferrão da AME-RIO, considerado o mais antigo do país. Agora, o meliponário soma dois títulos nacionais em dois anos.

O resultado deste ano foi ainda mais expressivo porque as duas amostras inscritas pela Meldoyá ficaram entre as dez melhores da competição. Além do primeiro lugar conquistado pelo mel colhido em março de 2026, uma amostra de dezembro de 2025 terminou na nona posição. Ao todo, 18 méis de três estados foram avaliados por seis jurados.

Realizado pelo Instituto Brasileiro de Sommeliers de Mel (IBSMEL), com apoio da Associação dos Criadores de Abelhas Nativas Paulista (ACANP), o concurso adota protocolos semelhantes aos utilizados em degustações de vinho, azeite e café. Para evitar interferências visuais na avaliação, as provas são realizadas com colheres e potes pretos.

Os jurados analisam aroma, sabor e impressão global, em uma escala de nove pontos. Cada avaliador pode atribuir até 27 pontos, chegando a um máximo de 270 na soma geral. O mel baiano vencedor alcançou 230 pontos, superando o segundo colocado.

Caio é um dos fundadores da marca baiana

De hobby a negócio

A história da Meldoyá começou em 2018, quando Caio buscou se reconectar com as origens da família após passar 13 meses fora do Brasil. O ponto de partida foram os sítios familiares em Jaguaripe.

As primeiras colmeias chegaram em 2019 e, durante a pandemia, o hobby se transformou em estudo e, posteriormente, em negócio. A empresa nasceu em 2021, teve sua primeira safra em 2022 e começou a comercializar os produtos no ano seguinte.

Atualmente, a Meldoyá cria quatro espécies de abelhas nativas da Mata Atlântica: uruçu nordestina, jataí, moça-branca e mirim droryana. O negócio também compra méis de sete famílias produtoras de diferentes biomas brasileiros, como Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia.

Mel baiano chega a restaurantes

O mel produzido em Jaguaripe também vem conquistando espaço na gastronomia baiana. Em Salvador, já foi incorporado a preparos de restaurantes e cafeterias como Manga, Garimpo do Barista, Origem, Boia e Andina Cozinha Latina.

Na Chapada Diamantina, o mel de uruçu produzido em Jaguaripe também foi utilizado pela chef Flávia, do Deguste o Brasil, no Vale do Capão, em um prato criado para o Tempero Bahia 2026.

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