Moraes libera Bolsonaro para consulta odontológica sob escolta da PM

Moraes libera Bolsonaro para consulta odontológica sob escolta da PM

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Lula Marques/Agência Brasil

Publicado em 18/08/2026 às 08:23

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a deixar temporariamente a prisão domiciliar para receber atendimento odontológico. A consulta, porém, deverá ocorrer no Centro Médico da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), sob escolta da corporação.

A defesa havia solicitado que Bolsonaro fosse atendido na próxima sexta-feira (21), às 14h, em um consultório no Lago Sul, em Brasília, pela dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL). Moraes, no entanto, determinou que o procedimento seja realizado nas instalações da PMDF por questões de segurança.

A data e o horário também não estão definidos. Segundo o ministro, os detalhes deverão ser combinados entre o subdiretor do Núcleo de Custódia da PMDF e os advogados do ex-presidente. Por segurança, as informações deverão permanecer em sigilo, e o responsável pelo núcleo poderá cancelar o atendimento caso haja vazamento.

Moraes também afirmou que não há situação de urgência. Na avaliação do ministro, isso é demonstrado pelo fato de o pedido ter sido apresentado em 14 de agosto para uma consulta inicialmente prevista apenas para o dia 21.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária e permanece sob vigilância do Núcleo de Custódia do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. O pedido para que fosse atendido pela mulher de Flávio ganhou atenção porque o senador está atualmente proibido de visitar o pai.

No mês passado, Moraes determinou que Flávio ficasse 90 dias sem visitar Bolsonaro, após considerar que houve descumprimento das condições impostas à prisão domiciliar. A decisão ocorreu depois de o senador divulgar uma carta em que o pai o indicava como porta-voz e reafirmava apoio à sua candidatura à Presidência em 2026.

Moraes também proibiu Bolsonaro de receber visitas com finalidade “político-eleitoral” até o fim das eleições de 2026.

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