O número de mortos no terremoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10) subiu para 281. Segundo dados do governo divulgados na noite de quinta-feira (13), mais de 3,9 mil pessoas ficaram feridas e outras 379 continuam desaparecidas.
Nesta sexta-feira (14), quinto dia de buscas, diminui a esperança de encontrar sobreviventes. Em Cali, terceira maior cidade do país, as equipes passaram, na maioria dos locais, dos trabalhos de busca e resgate para a remoção de escombros.
“Infelizmente, estamos chegando a um ponto em que a probabilidade de encontrar sobreviventes está diminuindo, mas nossa missão é continuar procurando e encontrar todas as pessoas que foram dadas como desaparecidas”, disse David Tamayo, chefe da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres da Colômbia.
Com magnitude 7,4, o terremoto foi o mais forte a atingir a Colômbia nos últimos dez anos. O epicentro ficou na região de Chocó, no oeste do país, próximo à costa do Pacífico. Os estados de Valle del Cauca, Risaralda, Quindío e Caldas também foram fortemente atingidos, com registro de mortes e destruição.
O Exército colombiano participa das operações de resgate nas cidades mais afetadas, entre elas Cali, Pereira e Manizales. Na quarta-feira (12), o governo colombiano declarou situação de desastre nacional pelo período de 12 meses.
A União Europeia também anunciou apoio às operações. A chefe do bloco, Ursula von der Leyen, informou um pacote de ajuda de 2 milhões de euros, equivalente a cerca de R$ 11,9 milhões, para auxiliar nos trabalhos de resgate na Colômbia.