Salvador recebe, a partir desta sexta-feira (14), o musical negro “Domingo no Parque”, livremente inspirado na canção de Gilberto Gil, um dos clássicos do Tropicalismo. Com temporada curta, o espetáculo terá apenas três apresentações, até domingo (16), sempre às 20h, no Teatro Faresi, em Ondina.
Com texto e direção de Alexandre Reinecke e direção musical de Bem Gil, a montagem transporta para o palco a história eternizada pela música de Gilberto Gil, tendo Salvador como cenário. A narrativa mistura drama, humor, romance, suspense e capoeira, além de destacar influências negras presentes na cultura brasileira, como religiosidade, dança, música, vestimentas e costumes.
A trama se passa no início da década de 1970, em meio à repressão da Ditadura Civil-Militar. No bairro da Ribeira, João, José e um grupo de amigos se encontram diariamente para jogar capoeira. A amizade entre João e José é colocada à prova quando os dois se envolvem com Juliana, cantora que retorna à roda de capoeira e teve um relacionamento intenso com João no passado.
Enquanto desenvolve sua carreira artística, Juliana também passa a atuar nos movimentos de resistência à ditadura e entra na mira dos militares. A história culmina em uma grande roda de capoeira ao som de “Domingo no Parque”, em um dos momentos de maior intensidade da montagem.

A canção que inspira o espetáculo foi apresentada pela primeira vez no 3º Festival da Música Popular da TV Record, em 1967, e se tornou um dos marcos da Tropicália ao unir elementos como violão e berimbau à guitarra elétrica. A obra recebeu arranjo de Rogério Duprat e contou com a participação de Os Mutantes.
No musical, a trilha sonora reúne 20 músicas. São 10 canções de Gilberto Gil, três inéditas compostas especialmente para a montagem, com letras de Alexandre Reinecke e melodias de Bem Gil, além de obras de nomes como Carlos Lyra, Dominguinhos e Anastácia, Dorival Caymmi, Jorge Ben Jor, Chico Buarque, Tom Jobim e Jackson do Pandeiro.
“Domingo no Parque” é um projeto antigo de Alexandre Reinecke, que começou a desenvolver a ideia há cerca de 30 anos, inspirado pela canção de Gilberto Gil e por sua relação com a capoeira. A montagem foi selecionada no edital Petrobras Cultural, com patrocínio da Petrobras por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A realização é da Reinecke Produções e Brancalyone Produções, com produção local da Carambola Produções.
Os ingressos custam R$ 180 (inteira) e R$ 90 (meia) para a Plateia VIP; R$ 160 (inteira) e R$ 80 (meia) para a Plateia; e R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) na modalidade Ingresso Social. As vendas são realizadas pela Sympla e pela bilheteria do teatro. Funcionários da Petrobras têm 50% de desconto em até dois ingressos, mediante apresentação de crachá de funcionário ou prestador de serviço.