Salvador registra queda na ocupação hoteleira em julho

Salvador registra queda na ocupação hoteleira em julho

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação/Vila Galé Salvador

Publicado em 13/08/2026 às 09:52

A rede hoteleira de Salvador encerrou julho com taxa de ocupação de 64,23%, abaixo dos 69,64% registrados no mesmo mês de 2025. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – Seção Bahia (ABIH-BA), a primeira quinzena do mês puxou a média para baixo, com índices inferiores a 50% em alguns dias.

O desempenho é atribuído, entre outros fatores, à Copa do Mundo e ao calendário escolar de boa parte dos estados brasileiros, que teve o recesso de meio de ano iniciado apenas em meados de julho.

A diária média praticada pelos hotéis foi de R$ 533,15, apenas 2,3% acima do valor registrado em julho do ano passado, um crescimento inferior à correção da inflação no período. Já o RevPAR, indicador que representa a receita por apartamento disponível, ficou em R$ 342,44, uma retração de 5,7% na comparação anual.

Apesar do aumento de 16% na oferta de assentos em voos para Salvador durante a temporada de inverno, em relação ao mesmo período do ano passado, a demanda turística oscilou ao longo do mês. Na primeira metade de julho, a ocupação hoteleira ficou em torno de 58%. Na segunda quinzena, o índice chegou perto de 70%. A diária média acompanhou o movimento e também foi maior na segunda metade do mês.

A diferença também apareceu entre dias úteis e finais de semana. Aos sábados e domingos, a ocupação ficou próxima de 60%, enquanto nos dias de semana chegou a quase 66%.

Dois períodos se destacaram com índices mais elevados: entre 15 e 17 e de 21 a 25 de julho, quando a ocupação ultrapassou 70% e, em alguns dias, passou de 75% na média da cidade.

Para Wilson Spagnol, presidente da ABIH-BA, o resultado reforça a importância de ampliar a agenda de eventos em Salvador para reduzir os efeitos dos períodos de menor demanda. “Posicionar Salvador como um destino resiliente e dinâmico durante todo o ano depende da capacidade do trabalho em conjunto do poder público e iniciativa privada, para criar e atrair os grandes eventos para a cidade, mas depende também de outros fatores e ações importantes, como a ampliação da conectividade aérea, a intensificação de ações promocionais e de marketing do destino, visando colocar a cidade em evidência nacional e internacional, e da melhoria contínua da infraestrutura urbana e turística da cidade”, destaca.

Segundo o dirigente, a estratégia deve contemplar grandes eventos culturais, esportivos e corporativos, especialmente em períodos historicamente mais fracos, como o início de julho e os meses de baixa temporada.

Os dados fazem parte da Pesquisa Conjuntural de Desempenho (Taxinfo), realizada pela ABIH-BA e pela ABIH Brasil. O levantamento é alimentado diariamente pelos hotéis no Portal Cesta Competitiva e acompanha indicadores da atividade de hospedagem na capital baiana.

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