Cleo Pires encontrou na vida no campo uma forma de desacelerar sem abandonar a carreira. Aos 43 anos, a atriz divide a rotina entre o trabalho e um sítio em Passa Quatro, no sul de Minas Gerais, onde vive com o marido, Leandro D’Lucca. No local, o casal mantém horta, cuida de cavalos e começou a desenvolver uma agrofloresta.
A propriedade fica na Serra da Mantiqueira, dentro do empreendimento Clube Olive, que ocupa cerca de 3,85 hectares. A região está a aproximadamente duas horas e meia de São Paulo e do Rio de Janeiro, o que permite à artista manter a ligação com os grandes centros mesmo vivendo cercada pela natureza.
Mais do que uma mudança de endereço, Cleo vê o novo estilo de vida como resultado de uma conquista financeira. Segundo ela, a organização das próprias fontes de renda foi o que permitiu ter liberdade para escolher quando e com o que trabalhar.
A rotina no sítio inclui atividades simples. Ela conta que costuma acordar cedo, cuidar das plantas, preparar comida, ir à feira e visitar amigos. Em alguns momentos, porém, a programação é nenhuma: Cleo também aproveita o tempo para simplesmente observar a paisagem.
A atriz explica que a possibilidade de passar períodos no interior está diretamente ligada à estabilidade financeira que construiu ao longo da carreira. Além de atuar, ela trabalha como cantora, diretora, produtora e criadora de conteúdo, ampliando as formas de renda. A estratégia, segundo Cleo, tem relação com um ensinamento recebido da mãe, Gloria Pires: não colocar todos os ovos na mesma cesta.
A diversificação também influenciou uma decisão profissional importante. Cleo passou a investir mais na produção justamente para ter maior controle sobre os próprios projetos. Como atriz, ela depende de convites e de oportunidades oferecidas por terceiros. Como produtora, consegue criar e desenvolver os trabalhos que deseja.
No sítio, Cleo e Leandro participam diretamente dos cuidados com a propriedade. Os cavalos ficam soltos pelo terreno, enquanto a horta é cultivada pelo casal. Mais recentemente, os dois também começaram um projeto de agrofloresta, sistema que combina espécies agrícolas e florestais e busca integrar produção de alimentos e preservação ambiental.
A nova atividade reforça a relação que o casal vem construindo com o espaço. A ideia não é apenas ter uma casa cercada de verde, mas participar da rotina e do cuidado com a terra.
A própria residência foi pensada para privilegiar luz natural, convivência e integração com o ambiente, segundo declarações anteriores de Cleo. Para ela, a casa deve refletir a identidade de quem vive ali e proporcionar experiências, e não apenas cumprir uma função estética.
No fim, a mudança para Minas não representa uma despedida da vida profissional. Cleo continua trabalhando e circulando entre diferentes projetos. A diferença é que, depois de construir estabilidade financeira, ela passou a ter algo que considera ainda mais valioso: a liberdade para decidir como quer viver e trabalhar.
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