Kleber Mendonça Filho reivindica mais espaço para filmes de todo o país no Grande Otelo: “Há um ar forte sudestino que a gente precisa dissipar”

Kleber Mendonça Filho reivindica mais espaço para filmes de todo o país no Grande Otelo: “Há um ar forte sudestino que a gente precisa dissipar”

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 05/08/2026 às 18:43 / Leia em 2 minutos

Kleber Mendonça Filho usou o palco do Prêmio Grande Otelo do Cinema Brasileiro, na última terça-feira (4), para defender maior representatividade regional dentro da Academia Brasileira de Cinema. O diretor pernambucano recebeu o troféu de Melhor Longa de Ficção por “O Agente Secreto”, em um empate inédito com “Manas”, de Marianna Brennand.

“É tudo sobre o cinema brasileiro, mas eu acho muito importante que a Academia Brasileira de Cinema chegue aos produtores e estados bem distantes do Sudeste. Já vim aqui outras vezes com outros filmes e há um ar forte sudestino que a gente precisa dissipar um pouco na Academia”, afirmou Kleber.

A fala reacende uma discussão que já vinha de meses antes: em setembro de 2025, a escolha de “O Agente Secreto” como representante brasileiro no Oscar gerou polêmica nas redes, já que “Manas” vinha ganhando força como favorito, com apoio internacional de nomes como Sean Penn e Julia Roberts e com o apoio nacional de nomes como Fernanda Torres e Walter Salles. Definido pela Academia como escolha oficial, “O Agente Secreto” seguiu para um recorde de indicações ao Oscar entre produções brasileiras.

Com “Manas” e “Homem com H” dominando boa parte das categorias do Grande Otelo deste ano, o resultado sugere que, ao menos entre os membros da Academia, o domínio do filme de Kleber Mendonça Filho está longe de ser unânime.

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