Análise: Bahia resiste à pressão do Fluminense, mas pouca criação limita equipe no empate pelo Brasileirão

Análise: Bahia resiste à pressão do Fluminense, mas pouca criação limita equipe no empate pelo Brasileirão

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Redação Alô Alô Bahia

Digital Art

Publicado em 30/07/2026 às 10:03 / Leia em 5 minutos

Fluminense e Bahia empataram por 0 a 0 na noite de quarta-feira, 29 de julho, no Maracanã, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time carioca criou as oportunidades mais claras, principalmente depois do intervalo, mas parou nas defesas de Ronaldo e na atuação segura da linha defensiva baiana. O resultado levou o Fluminense aos 34 pontos, na quarta colocação, enquanto o Bahia chegou aos 32 e ficou em quinto.

Bahia começa com a bola, mas Fluminense encontra as melhores chances

Rogério Ceni armou o Bahia com mais presença no meio-campo e dois jogadores à frente, repetindo o desenho que vem deixando a equipe mais compacta após a pausa da temporada. O time visitante iniciou a partida com posse e ocupação do campo ofensivo, mas encontrou dificuldade para acelerar a circulação e aproximar Erick Pulga e Alejo Véliz da área.

O Fluminense aproveitou melhor os espaços deixados nas perdas de bola. Canobbio foi uma das principais válvulas pelo lado direito e participou da melhor chance do primeiro tempo, ao encontrar Hulk em condição de finalizar diante de Ronaldo. O atacante, porém, mandou para fora. Martinelli também levou perigo em chute de média distância perto do intervalo.

Apesar do equilíbrio territorial na primeira etapa, o Bahia produziu pouco contra Fábio. O meio-campo perdeu intensidade com o avanço do jogo, Ademir recebeu pouco apoio pela direita e Alejo Véliz ficou isolado entre os zagueiros. A equipe manteve organização sem a bola, mas teve dificuldades para transformar posse em finalizações limpas.

Pressão alta do Fluminense empurra o Bahia para a defesa

O cenário mudou de forma mais clara no segundo tempo. O Fluminense subiu a marcação, recuperou bolas mais perto da área adversária e passou a atacar com maior número de jogadores. Logo no início, Hulk cabeceou após uma sobra dentro da área e Marcos Victor salvou praticamente sobre a linha.

O Bahia passou longos períodos em bloco baixo e encontrou pouca saída diante da pressão. Luciano Juba e Román Gómez tiveram dificuldade para avançar pelos lados, enquanto Rodrigo Nestor e Jean Lucas precisaram recuar para ajudar na circulação. A melhor chegada baiana veio com Jean Lucas, que obrigou Fábio a fazer uma boa defesa, mas o lance foi uma exceção dentro de uma etapa dominada territorialmente pelo mandante.

Luis Zubeldía aumentou a presença ofensiva com Hércules, Savarino e Germán Cano. As mudanças deram novo ritmo ao ataque e mantiveram o Fluminense perto da área até os acréscimos. Rogério Ceni respondeu com Everton Ribeiro, Michel Araújo, David Martins e Kauê Furquim, mas o Bahia continuou com dificuldade para segurar a posse e conectar o meio aos atacantes.

Ronaldo e Marcos Victor sustentam o ponto do Bahia

Ronaldo foi o jogador decisivo do empate. O goleiro defendeu cobrança de falta de Hulk, chute de Hércules e duas finalizações importantes na reta final. A principal delas veio quando Canobbio ficou frente a frente após um contra-ataque. O uruguaio demorou a concluir e permitiu que o camisa 1 fechasse o espaço.

Marcos Victor também teve atuação central. Além do corte sobre a linha, o zagueiro venceu duelos dentro da área e ajudou a proteger a região central quando o Fluminense aumentou o número de cruzamentos. Pelo lado carioca, Canobbio foi o atacante mais participativo, mas faltou precisão na conclusão. Hulk encontrou espaços no primeiro tempo, perdeu duas boas oportunidades e saiu para a entrada de Cano na etapa final.

A partida também marcou o 300º jogo de Fábio pelo Fluminense. O goleiro foi pouco exigido durante boa parte do confronto, mas apareceu quando o Bahia conseguiu sua melhor finalização no segundo tempo.

Empate mantém os tricolores próximos na parte de cima

O Fluminense preservou a quarta colocação, mas deixou escapar a chance de abrir vantagem em um confronto direto. A equipe controlou o segundo tempo e produziu volume suficiente para vencer, porém voltou a mostrar dificuldade para converter domínio territorial em gols.

Para o Bahia, o ponto fora de casa teve peso pela capacidade de resistência, mas o desempenho ofensivo deixou um alerta. A equipe chegou ao terceiro empate consecutivo no Brasileirão e terminou o jogo com pouca presença na área adversária. A melhora defensiva após a pausa é evidente, enquanto a construção das jogadas e a participação dos atacantes ainda exigem ajustes.

O Fluminense volta a campo no sábado, 1º de agosto, contra o Vasco, às 17h30, no Maracanã, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O Bahia terá 11 dias de preparação antes de receber o Vasco no domingo, 9 de agosto, às 16h, na Arena Fonte Nova, pela 22ª rodada do Brasileirão.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia