Cauã Reymond desabafa sobre depressão no auge da carreira: ‘Não me sentia preenchido’

Cauã Reymond desabafa sobre depressão no auge da carreira: ‘Não me sentia preenchido’

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Sam Turrell

Publicado em 30/07/2026 às 08:53 / Leia em 3 minutos

Cauã Reymond fez um forte desabafo sobre saúde mental durante participação no Charla Podcast, na noite da última quarta-feira (29). Em conversa com Marcelo Adnet, o ator revelou que enfrentou um quadro de depressão após o enorme sucesso de Avenida Brasil (2012), justamente quando acreditava ter alcançado todos os seus objetivos pessoais e profissionais.

Segundo o artista, o período foi marcado por um sentimento de vazio, mesmo vivendo uma fase considerada ideal. Na época, ele estava em alta na carreira, havia acabado de se casar, sua filha havia nascido e tudo parecia caminhar bem.

“Após Avenida Brasil eu acho que vivi uma pequena depressão. Eu sou um cara que acordo cedo, surfo, não me imobilizou. Mas vivi um momento de muito sucesso, um casamento com uma pessoa especial, minha filha tinha nascido, tudo estava certo na minha vida, e eu não me sentia preenchido”, revelou.

Durante o bate-papo, Cauã contou que buscar ajuda psicológica foi fundamental para compreender o que estava sentindo. O ator afirmou que precisou encarar a realidade de que havia conquistado tudo o que sempre sonhou, mas ainda assim não conseguia se sentir plenamente realizado.

“Foi muito importante sentar em um consultório e falar: ‘Cara, tudo o que eu queria, eu conquistei’. Foi essa a sensação. Nunca imaginei, de onde eu saí, chegar até aqui.”

Infância difícil

Ao refletir sobre o motivo de ter demorado a aceitar suas conquistas, Cauã Reymond relembrou a história da própria família. O ator contou que cresceu em meio a situações marcadas por dificuldades, perdas e traumas.

Segundo ele, sua mãe trabalhava como empregada doméstica, era soropositiva e havia sido adotada. O artista também mencionou que sua avó criou os filhos sozinha e que uma tia, adotada e diagnosticada com esquizofrenia, foi assassinada em um hospício.

“Minha mãe era empregada, HIV positivo, adotada. Minha avó foi mãe solo. Minha tia foi adotada também, esquizofrênica, assassinada no hospício. Uma história extremamente trágica.”

O ator destacou que nunca imaginou alcançar o reconhecimento profissional, a estabilidade financeira e construir uma família. Por isso, levou tempo para assimilar tudo o que havia conquistado.

“Na maioria das vezes, é no auge que a pessoa está com dificuldade. Não na caminhada. A maturidade e o apoio te ajudam a aceitar suas conquistas. Muita gente não aceita essas conquistas.”

Por fim, o ator afirmou que conseguiu superar esse período graças à terapia, ao autoconhecimento e ao aprendizado constante.

“Eu saí dessa através da terapia, conversando, errando. Eu caio e levanto, quero aprender com meu erro.”

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia