Salvador pode ganhar Rotas Turísticas Inclusivas para pessoas com autismo; entenda

Salvador pode ganhar Rotas Turísticas Inclusivas para pessoas com autismo; entenda

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 28/07/2026 às 14:48 / Leia em 2 minutos

Salvador poderá contar com Rotas Turísticas Inclusivas voltadas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista e outras neurodivergências. A proposta está prevista no Projeto de Lei nº 180/2026, apresentado pelo vereador Hamilton Assis (PSOL) na Câmara Municipal.

O objetivo é tornar os principais atrativos da capital baiana mais acessíveis, garantindo que museus, monumentos históricos, parques, equipamentos culturais, espaços da orla e eventos promovidos pelo município possam ser frequentados por todas as pessoas com mais conforto, autonomia e segurança.

A proposta estabelece diretrizes para reduzir as barreiras que ainda dificultam o acesso de pessoas autistas e neurodivergentes aos espaços culturais e turísticos de Salvador.

Entre as medidas previstas, estão a adaptação dos ambientes para reduzir estímulos sensoriais excessivos, a oferta de informações em formatos acessíveis, a implantação de áreas de acolhimento e descompressão, sinalização inclusiva e a criação de horários de visitação com menor fluxo de público.

O projeto também incentiva a realização periódica de visitas guiadas inclusivas nos principais roteiros turísticos da cidade, ampliando o acesso de famílias e visitantes às atrações culturais.

Segundo o vereador Hamilton Assis, a iniciativa busca garantir que o patrimônio histórico, artístico e cultural de Salvador possa ser vivenciado por toda a população.

“A cultura é um direito e um instrumento de transformação social. Salvador é uma cidade rica em história, arte e diversidade, mas ainda há muitas pessoas que encontram barreiras para acessar esses espaços. Queremos construir uma cidade onde todas as famílias possam conhecer nossos museus, monumentos, parques e equipamentos culturais com segurança, acolhimento e respeito às suas diferenças.”

O parlamentar destacou que os desafios enfrentados por pessoas autistas vão além da acessibilidade física.

“Muitas vezes, obstáculos sensoriais, comunicacionais e a falta de preparo dos espaços públicos acabam excluindo crianças, jovens e adultos da convivência social e das experiências culturais.”

Caso seja aprovado, o projeto poderá tornar a capital baiana uma referência em acessibilidade no turismo, promovendo experiências mais acolhedoras e inclusivas para pessoas com TEA, outras neurodivergências e suas famílias.

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