Maior mostra da carreira de Antonio Pitanga reúne 29 filmes em Salvador com curadoria da filha, Camila Pitanga

Maior mostra da carreira de Antonio Pitanga reúne 29 filmes em Salvador com curadoria da filha, Camila Pitanga

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação/Leandro Tumenas

Publicado em 27/07/2026 às 08:26 / Leia em 5 minutos

O ator e diretor Antonio Pitanga volta a Salvador, cidade onde nasceu, para ser homenageado na maior retrospectiva de sua carreira. A mostra, que será inaugurada na próxima sexta-feira (31), reúne 29 filmes e celebra quase sete décadas de trajetória do artista no cinema brasileiro.

Um dos destaques é a curadoria da filha do ator, Camila Pitanga, em parceria com o pesquisador Thiago Ortman. A dupla revisitou cerca de 100 produções estreladas pelo homenageado para selecionar as obras que integram a programação, traçando um panorama de sua contribuição ao cinema nacional.

O recorte percorre desde a estreia oficial em “Bahia de Todos os Santos” (1960), filme que inspirou o sobrenome artístico adotado pelo ator, até títulos marcantes que enfrentaram a censura durante a Ditadura Militar, como “Jardim de Guerra” e “Compasso de Espera”. A programação também reúne clássicos do Cinema Novo, documentários, curtas-metragens e obras dirigidas pelo próprio Pitanga, como uma das mais recentes, “Malês”.

Levar a retrospectiva para Salvador também tem um significado especial. Diversos filmes exibidos foram rodados na capital baiana e eternizaram cenários históricos, como a antiga Feira de Água de Meninos e a Igreja do Passo, transformando a cidade em personagem das produções das décadas de 1960 e 1970.

A mostra será realizada entre os dias 31 de julho e 9 de agosto, com sessões no Cine Glauber Rocha e no Cine Lankiana. Além das exibições, a programação inclui mesas de debate, uma sessão acessível de “Malês”, curso sobre cinemas negros ministrado por Izabel Melo e encontros com convidados, incluindo o próprio Antonio Pitanga.

Entre os destaques estão filmes como “Barravento”, de Glauber Rocha, “A Grande Feira”, “O Pagador de Promessas”, “Ganga Zumba”, “Casa de Antiguidades, Pitanga” (documentário dirigido por Beto Brant e pela própria Camila Pitanga), além de sessões comentadas de “Compasso de Espera” e exibições de “Na Boca do Mundo”, dirigido por Antonio Pitanga. No Cine Lankiana, o público também poderá acompanhar conversas com o homenageado e sessões especiais dedicadas à sua trajetória.

Confira a programação completa:

Mostra Pitanga – Cine Glauber Rocha

31/7 – Sexta
18h30 – Curtas especiais:
Premonição (Pedro Abib, 2011) – 13 min;
O velho rei (Ceci Alves, 2013) – 10 min;
Olhos de Cachoeira (Adler Paz, 2020) – 20 min.

1/8 – Sábado
13h40 – Bahia de Todos os Santos (José Trigueirinho Neto, 1960) – 12 anos / 100 min.
15h40 – Pitanga (Beto Brant e Camila Pitanga, 2016) – livre / 113 min.
18h – Mesa 1: “Pitanga e seu legado”, com Antonio Pitanga, Lia Robatto, Glenda Nicácio e Aldri Anunciação (mediação) – 14 anos / 90 min. / COM LIBRAS

2/8 – Domingo
10h30 – Sessão com acessibilidade: Malês (Antonio Pitanga, 2024) – 16 anos / 113 min.
14h – A grande feira (Roberto Pires, 1961) – 14 anos / 93 min.
16h – Barravento (Glauber Rocha, 1961) – 12 anos / 78 min.
18h – Mesa 2: “A escrita com o corpo: Antonio Pitanga e o cinema brasileiro”, com Thamires Vieira, Marco Alexandre e Victor Uchôa (mediação) – 14 anos / 90 min.

4/8 – Terça
15h – Tocaia no asfalto (Roberto Pires, 1962) – 18 anos / 101 min.
17h10 – Esse mundo é meu (Sérgio Ricardo, 1964) – 12 anos / 79 min.
19h – A grande cidade (Cacá Diegues, 1966) – 12 anos / 83 min.

5/8 – Quarta
14h – Curso (dia 1): “Cinemas negros: histórias, escritas e percursos”, com Izabel Melo – 14 anos / 90 min.
16h20 – Uma nega chamada Tereza (Fernando Coni Campos, 1973) – 14 anos / 80 min.
18h – A mulher de todos (Rogério Sganzerla, 1969) – 14 anos / 93 min.
20h – Menino de engenho (Walter Lima Jr., 1965) – 12 anos / 110 min.

6/8 – Quinta
14h – Curso (dia 2): “Cinemas negros: histórias, escritas e percursos”, com Izabel Melo – 14 anos / 90 min.
16h – Câncer (Glauber Rocha, 1972) – 12 anos / 86 min.
18h – A idade da Terra (Glauber Rocha, 1980) – 14 anos / 148 min.

7/8 – Sexta
14h – Curso (dia 3): “Cinemas negros: histórias, escritas e percursos”, com Izabel Melo – 14 anos / 90 min.
16h30 – Bom dia, eternidade (Rogério de Moura, 2010) – 12 anos / 87 min.
18h30 – Um dia com Jerusa (Viviane Ferreira, 2020) – 12 anos / 74 min.
20h10 – O pagador de promessas (Anselmo Duarte, 1962) – livre / 91 min.

8/8 – Sábado
13h – Casa de antiguidades (João Paulo Miranda Maria, 2020) – 14 anos / 87 min.
15h – Jardim de guerra (Neville D’Almeida, 1968) – 12 anos / 91 min.
17h – Compasso de espera (Antunes Filho, 1973) | Sessão comentada com Lorenna Rocha – 14 anos / 94 min. + 60 min.
20h – Colagem (David Neves, 1968) + Na boca do mundo (Antonio Pitanga, 1978) – 14 anos / 112 min.

9/8 – Domingo
13h – Programa de curtas:
Tudo que é apertado rasga (Fabio Rodrigues Filho, 2019) – 14 anos / 27 min.;
Premonição (Pedro Abib, 2011) – 12 anos / 13 min.; O velho rei (Ceci Alves, 2013) – livre / 10 min.;
Olhos de Cachoeira (Adler Kibe Paz, 2020) – 18 anos / 20 min. – total: 80 min.
14h40 – Ganga Zumba (Cacá Diegues, 1963) – 12 anos / 102 min.
16h50 – Ladrões de cinema (Fernando Coni Campos, 1977) – 12 anos / 127 min.
19h20 – Malês (Antonio Pitanga, 2024) – 16 anos / 114 min.

Mostra Pitanga – Cine Lankiana

1/8 – Sábado
16h – Água de Meninos – A feira do Cinema Novo (Fabíola Aquino, 2012) – livre / 52 min.
17h15 – A grande feira (Roberto Pires, 1961) – 14 anos / 93 min.
19h – Barravento (Glauber Rocha, 1961) – 12 anos / 78 min.

2/8 – (Domingo)
14h – Malês (Antonio Pitanga, 2024) – 16 anos / 114 min. + Conversa com Antonio Pitanga / 60 min.
17h30 – O pagador de promessas (Anselmo Duarte, 1962) – livre / 91 min.

8/8 – Sábado
16h – Fernando Coni Campos: Cada um Vive como Sonha (Luis Abramo e Pedro Rossi, 2025) – 12 anos / 89 min.
18h – Pitanga (Beto Brant e Camila Pitanga, 2016) – livre / 113 min.

9/8 – Domingo
15h – Compasso de espera (Antunes Filho, 1973) – 14 anos / 94 min.
17h – Na boca do mundo (Antonio Pitanga, 1978) – 14 anos / 100 min.

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