O segundo episódio de “Meu Nome É Preta”, série documental original do Globoplay que celebra a trajetória e o legado Preta Gil, chega ao streaming nesta segunda-feira (27) e traz à tona um dos capítulos mais delicados da vida da cantora. Além de revisitar seus antigos relacionamentos, a produção revela o impacto de duas perdas gestacionais vividas pela cantora durante o casamento com o diretor de cinema Rafael Dragaud, experiência que, segundo ele, contribuiu para o fim da relação.
Em depoimentos inéditos, Rafael Dragaud e o ator Otávio Müller, ex-maridos de Preta Gil, compartilham lembranças da convivência com a artista e relembram momentos marcantes de suas histórias ao lado dela.
Rafael conta que se apaixonou por Preta quando ela ainda era casada com Otávio Müller e estava grávida de Francisco Gil, primeiro e único filho da cantora.
“O Otávio estava fazendo uma temporada de teatro em São Paulo, então eu acabei assumindo um pouco o lugar de cuidar da Preta. Esse carinho de cuidar dessa mulher grávida e, ao mesmo tempo, o encanto que eu já tinha por ela, tudo isso somou e eu me apaixonei”, relembra.
No documentário, Otávio Müller também revisita o período em que o casamento chegou ao fim. Segundo o ator, Francisco tinha cerca de um ano quando Preta decidiu encerrar a relação.
“Ela me ligou e contou tudo, foi super honesta, papo reto. ‘Otávio, acho que agora acabou mesmo'”, recorda.
Após a separação, Preta e Rafael passaram a viver juntos. O diretor admite que não imaginava que a cantora colocaria um ponto final no casamento para assumir o novo relacionamento.
“É uma história de amor que nasce com a dor do outro”, reflete.
Apesar da separação, Otávio afirma que a amizade entre os dois permaneceu e se fortaleceu ao longo dos anos.
“A gente foi ficando muito mais amigo depois de separado. Acho que a gente tinha tudo a ver, mas não para ser casado”, diz.
Perdas gestacionais marcaram o casamento
Um dos relatos mais emocionantes do episódio foi feito por Rafael Dragaud, que emocionou ao recordar o período em que o casal sonhava em aumentar a família. Segundo ele, Preta Gil engravidou duas vezes, mas sofreu duas perdas gestacionais, uma experiência que abalou profundamente a relação.
“A gente era muito jovem, a gente estava sempre agarrado um dentro do outro. E ela engravidou duas vezes e perdeu duas vezes. Eu lembro que começou a ter a expressão de que éramos incompatíveis geneticamente. Aquilo realmente foi o nosso fim”, revela o diretor.