Mamba Water sofre recolhimento de lote por presença de bactéria

Mamba Water sofre recolhimento de lote por presença de bactéria

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 16/07/2026 às 11:18 / Leia em 2 minutos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no Diário Oficial da União desta quinta-feira (16) a suspensão da venda, distribuição e do consumo de dois lotes da água mineral sem gás Mamba Water. A medida foi tomada em razão da presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa.

Este é o terceiro caso envolvendo o mesmo microrganismo no Brasil em poucos meses, sucedendo o recolhimento de mais de 100 lotes de produtos de limpeza da Ypê, em abril, e de um lote da água Crystal, no mês de junho.

A contaminação foi descoberta através de exames de rotina de controle de qualidade realizados pela própria fabricante, a HNK BR Indústria de Bebidas Ltda. A empresa comunicou o episódio de forma voluntária à agência reguladora, resultando na determinação do recolhimento e na constatação de descumprimento da legislação sanitária referente a alimentos e à qualidade da água. O documento não especifica se houve o registro de pessoas afetadas.

A orientação oficial é para que os consumidores que tiverem os produtos em casa não façam a ingestão do líquido. A restrição não afeta toda a linha da marca, sendo válida exclusivamente para as embalagens em lata de 350 ml dos seguintes lotes:

  • Lote 13: fabricação em 3 de abril de 2026, com validade até 3 de abril de 2027;
  • Lote 14: fabricação em 4 de abril de 2026, com validade até 4 de abril de 2027.

A presença da Pseudomonas aeruginosa não costuma causar danos em indivíduos saudáveis, por ser classificada como uma bactéria oportunista. O perigo recai sobre pessoas que possuem o sistema imunológico comprometido.

Neste grupo de risco estão crianças, idosos, pacientes em tratamento oncológico, transplantados e portadores de HIV sem o controle adequado ou que façam uso de medicações imunossupressoras.

Nesses pacientes mais vulneráveis, o microrganismo é capaz de provocar infecções em áreas como trato urinário, pulmões, pele e até mesmo na corrente sanguínea.

Apesar de o risco ser considerado baixo para a maior parte da população, a legislação brasileira possui tolerância zero para a presença desta bactéria em águas destinadas ao consumo humano, o que torna obrigatório o recolhimento imediato dos produtos quando identificada qualquer contaminação.

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