A escolha do Vasco por Pedro Emanuel coloca no futebol brasileiro um treinador formado em diferentes escolas e acostumado a trabalhar longe de Portugal. Aos 51 anos, o ex-zagueiro nascido em Luanda, em Angola, chega ao clube com contrato até o fim de 2027, após construir uma trajetória que passa pelo futebol português, pela Espanha, pelo Chipre e pelo Oriente Médio.
Antes de chegar à área técnica, o português viveu uma trajetória vitoriosa dentro de campo. Foi campeão nacional pelo Boavista em 2000/01 e depois integrou uma das gerações mais marcantes do Porto, comandada por José Mourinho. Como defensor, conquistou a Copa da Uefa, a Liga dos Campeões e a Copa Intercontinental, na qual converteu o pênalti decisivo contra o Once Caldas, em 2004.
A transição para treinador começou no próprio Porto depois da aposentadoria, em 2009. Ele trabalhou nas categorias de base e integrou a comissão de André Villas-Boas antes de assumir a Académica. Logo na primeira temporada como técnico principal, conduziu a equipe ao título da Taça de Portugal de 2011/12, encerrando um jejum de 73 anos do clube na competição com a vitória sobre o Sporting na final.
O currículo também inclui passagens por Arouca e Estoril, em Portugal, Apollon Limassol, no Chipre, Almería, na Espanha, e diferentes equipes do futebol árabe. Fora do país, conquistou a Copa e a Supercopa do Chipre pelo Apollon e a Copa do Rei Saudita de 2019 pelo Al-Taawoun, primeiro grande troféu da história do clube. Seu trabalho mais recente foi no Al-Fayha, da Arábia Saudita.
À beira do campo, o treinador costuma priorizar equilíbrio coletivo, organização defensiva e linhas compactas, com o 4-2-3-1 entre os esquemas mais utilizados. A diretoria vascaína também levou em consideração sua metodologia de treinamento, o conhecimento demonstrado sobre o elenco e a experiência como líder. Agora, ele assume a missão de reorganizar a equipe na sequência da temporada.