Greve dos caminhoneiros? Associação pressiona Senado por votação da MP do Frete

Greve dos caminhoneiros? Associação pressiona Senado por votação da MP do Frete

Redação Alô Alô Bahia

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Tomaz Silva/Agência Brasil

Publicado em 10/07/2026 às 09:40 / Leia em 2 minutos

A ameaça de uma nova greve nacional dos caminhoneiros voltou ao centro do debate após a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) cobrar que o Senado vote, até 16 de julho, a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, conhecida como MP do Frete. Segundo a entidade, caso o texto não seja apreciado e perca a validade, a categoria poderá deflagrar uma paralisação em todo o país.

O presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, afirmou que os caminhoneiros estão “indignados” com a demora na votação e responsabilizou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por uma eventual mobilização nacional. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele fez um apelo para que a medida não caduque. “Presidente Davi Alcolumbre, o senhor não queira deixar a MP caducar. O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome”, disse.

Editada pelo governo federal em março, a MP do Frete busca reforçar o cumprimento do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas. O texto torna obrigatório o registro das operações por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e prevê sanções para contratantes que pagarem valores inferiores aos pisos estabelecidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Para lideranças dos caminhoneiros, a medida é fundamental para garantir o pagamento do frete mínimo, fortalecer benefícios como o vale-pedágio e dar mais segurança à categoria. Landim afirma que a perda da validade da MP representaria um retrocesso e prejudicaria profissionais que já enfrentam dificuldades para trabalhar.

A tramitação da proposta, porém, intensificou o embate entre os caminhoneiros e representantes da indústria e do agronegócio. Enquanto motoristas autônomos defendem a manutenção das regras, entidades empresariais argumentam que o texto aprovado pela Câmara amplia os custos logísticos. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirma que a proposta “atropela o livre mercado” e gera “insegurança jurídica”, enquanto a Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima um aumento de até 16% nos custos do frete.

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