A Defesa Civil de Salvador (Codesal) encerrou a Operação Chuva 2026 com quase 5 mil vistorias técnicas realizadas e um aumento de 30,4% no atendimento social às famílias em comparação com o mesmo período de 2025. Entre março e junho, foram contabilizadas 4.933 vistorias em toda a capital, além de 2.637 atendimentos sociais, reforçando a atuação preventiva e a capacidade de resposta do órgão diante das chuvas.
Outro destaque do período foi a instalação de 86,9 mil m² de lonas plásticas em 625 áreas de risco para proteção de encostas, com maior concentração nos bairros de Sete de Abril, São Marcos e Castelo Branco.
No quadrimestre, Salvador acumulou 984 milímetros de chuva, volume 1,2% acima da média histórica de 972 milímetros, segundo dados da estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Ondina. O maior destaque foi março, quando choveu 234,8 milímetros, o maior acumulado para o mês nos últimos quatro anos e 59,4% acima da média climatológica. Em pontos como a estação Liberdade-Vila Sabiá, o volume chegou a 318,6 milímetros, mais que o dobro do esperado para o período.
Abril também terminou acima da média, com 310,2 milímetros, enquanto maio e junho registraram precipitações inferiores ao esperado. Mesmo assim, junho ficou marcado pelas maiores rajadas de vento e pelas menores temperaturas do ano. Em Valéria, os ventos chegaram a 66,6 km/h, enquanto os termômetros marcaram mínima de 18°C em Barro Duro.
Apesar dos episódios de chuva intensa, os acumulados nas 14 áreas monitoradas pelo sistema de sirenes da Codesal não atingiram os critérios técnicos para acionamento dos alertas. Com isso, não houve necessidade de evacuações preventivas durante toda a Operação Chuva 2026.
O monitoramento meteorológico foi conduzido pelo Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil (Cemadec), que funciona 24 horas por dia e conta com uma rede de 114 estações espalhadas pela cidade. Durante o período, o Plano Preventivo de Defesa Civil (PPDC) teve alterações de nível em alguns momentos, seguindo os protocolos técnicos estabelecidos, mas a operação foi considerada dentro da normalidade em relação ao comportamento das chuvas.
As equipes também registraram maior concentração de vistorias nas regiões das Prefeituras-Bairro Liberdade/São Caetano (894), Cabula/Tancredo Neves (653) e Subúrbio/Ilhas (646). Nas áreas com sistema de alerta e alarme, como Bom Juá, Calabetão e Mamede, as inspeções permitiram identificar riscos antecipadamente e orientar moradores sobre medidas preventivas.
O telefone 199 permaneceu como principal canal de atendimento à população. As ocorrências mais frequentes envolveram risco de desabamento (2.346 registros), ameaça de deslizamento (922), imóveis alagados (430) e deslizamentos de terra (289). Além disso, a Codesal realizou 5.237 encaminhamentos a outros órgãos municipais para execução de obras de contenção, limpeza de vias e demais intervenções.
“Ampliamos nossa capacidade de resposta e atuamos de forma integrada e preventiva. Além disso, o monitoramento em tempo real e a dedicação das nossas equipes foram essenciais para minimizar os impactos das chuvas e garantir mais segurança à nossa população”, concluiu Adriano Silveira, diretor-geral da Defesa Civil de Salvador (Codesal).