O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta terça-feira (7) que a Polícia Federal colha o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no inquérito em que ele é investigado por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Pela decisão, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro terá o prazo de 10 dias para prestar esclarecimentos à PF. Moraes acolheu o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que considerou a oitiva do senador uma etapa de “especial relevância” para o avanço das investigações.
Em junho, a Polícia Federal encaminhou ao STF um relatório apontando a existência de “indícios concretos” de que o parlamentar teria cometido o crime de calúnia em publicações feitas na rede social X, em 3 de janeiro.
Nas postagens, Flávio Bolsonaro atribuiu ao presidente Lula crimes como tráfico de drogas, apoio a terroristas, fraude eleitoral e lavagem de dinheiro. Em uma das mensagens, o senador também fez uma associação entre o presidente brasileiro e Nicolás Maduro.
Relator do caso, Alexandre de Moraes autorizou, em abril, a abertura do inquérito para apurar se houve falsa imputação de crimes ao presidente da República.
Na decisão desta terça-feira, o ministro escreveu: “Acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e determino o retorno dos autos à Polícia Federal para que proceda à oitiva do investigado, no prazo máximo de 10 dias.”
Ao se manifestar no processo, Paulo Gonet informou ao Supremo que somente decidirá sobre o eventual oferecimento de denúncia contra Flávio Bolsonaro após a realização do depoimento do senador e a análise dos esclarecimentos apresentados.