O prédio da Confederação Brasileira de Futebol, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, recebeu um protesto na segunda-feira (6), um dia após a derrota do Brasil por 2 a 1 para a Noruega e a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo.
Organizado pelo movimento Núcleo BR, o ato teve faixas instaladas nos portões da entidade com cobranças à direção e aos jogadores. “Respeitem a história da única pentacampeã”, “Confederação Brasileira Fraudulenta” e “Seleção é tradição” estavam entre as mensagens exibidas.
Nas redes sociais, o grupo afirmou que a mobilização buscou cobrar mudanças na condução da equipe. “Cruzar os braços e aceitar a apatia que tomou conta da nossa Seleção nunca foi uma opção para nós”, declarou o Núcleo BR, que também pediu responsabilidade e uma gestão compatível com a história do futebol brasileiro.
A manifestação aumentou a pressão sobre a CBF depois da pior campanha do Brasil em uma Copa desde 1990. A queda também significa que a Seleção chegará ao Mundial de 2030 com 28 anos sem o título, igualando o maior jejum entre conquistas do país.
Após a eliminação, a confederação havia agradecido o apoio da torcida e declarado que a equipe voltaria “ainda mais forte”. A mensagem, porém, foi seguida por cobranças públicas sobre o planejamento esportivo e os problemas fora de campo que marcaram o ciclo brasileiro até a competição.