Neymar voltou a balançar as redes pela seleção brasileira após 1.028 dias e alcançou marcas históricas na derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo (5), pelas oitavas de final da Copa do Mundo, em Nova Jersey. O camisa 10 ampliou sua vantagem como maior artilheiro da história do Brasil em jogos oficiais, chegando a 80 gols, e se tornou o brasileiro mais velho a marcar em Mundiais.
Aos 34 anos e 150 dias, Neymar superou o recorde que pertencia a Bebeto, que tinha 34 anos e 47 dias quando marcou contra a Dinamarca nas quartas de final da Copa de 1998. Thiago Silva agora ocupa a terceira posição, com o gol anotado aos 33 anos e 283 dias diante da Sérvia, na Copa de 2022.
O atacante entrou em campo aos 22 minutos do segundo tempo, na vaga de Rayan, e descontou de pênalti aos 54 minutos da etapa final, deslocando o goleiro Orjan Nyland. A Seleção já perdia por 2 a 0, com os dois gols marcados por Erling Haaland. Antes, ainda no primeiro tempo, Bruno Guimarães desperdiçou uma cobrança de pênalti para o Brasil.
O gol também colocou Neymar ao lado de Pelé como os únicos brasileiros a marcar em quatro edições diferentes da Copa do Mundo. Além disso, ele chegou ao nono gol em Mundiais, igualando Ademir, Jairzinho e Vavá. À sua frente no ranking histórico da Seleção em Copas estão apenas Pelé, com 12, e Ronaldo, com 15.
O último gol de Neymar com a camisa da Seleção havia sido em 8 de setembro de 2023, na vitória por 5 a 1 sobre a Bolívia, pelas Eliminatórias da Copa. Naquela partida, disputada em Belém, ele marcou duas vezes, ultrapassou os 77 gols de Pelé e assumiu, de forma isolada, a artilharia histórica da equipe nacional.