A derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo (5), pelas oitavas de final da Copa do Mundo, ficou marcada não apenas pela eliminação da Seleção Brasileira, em sua pior campanha em um Mundial nos últimos 36 anos, mas também por uma marca negativa envolvendo Bruno Guimarães.
O volante do Newcastle desperdiçou um pênalti aos 13 minutos do primeiro tempo, quando o placar ainda estava zerado. A cobrança defendida encerrou um jejum de 40 anos sem que um jogador da Seleção Brasileira perdesse uma penalidade durante o tempo regulamentar de uma Copa do Mundo.
A última vez que isso havia acontecido foi no Mundial de 1986, no México. Na ocasião, Zico desperdiçou um pênalti contra a França, nas quartas de final. O confronto terminou empatado por 1 a 1 e os franceses avançaram após vencerem a disputa por pênaltis por 4 a 3.
Desde então, nenhum brasileiro havia errado uma cobrança durante o tempo normal de uma partida de Copa do Mundo. A sequência foi encerrada por Bruno Guimarães diante da Noruega.
Na história da Seleção, apenas outros dois jogadores haviam desperdiçado pênaltis no tempo regulamentar de um Mundial antes de Zico e Bruno Guimarães: Waldemar de Brito, na Copa de 1934, e Patesko, na edição de 1938.
O pênalti desperdiçado ganhou ainda mais peso após o desfecho da partida. Com dois gols de Erling Haaland, a Noruega eliminou o Brasil nas oitavas de final. O resultado representou a campanha mais curta da Seleção em Copas do Mundo desde 1990, encerrando um ciclo de 36 anos em que a equipe sempre alcançou, ao menos, as quartas de final.