Na noite da última quarta-feira (1), logo após o encerramento da partida contra a Inglaterra, válida pela fase de 16-avos de final da Copa do Mundo de 2026, o técnico da República Democrática do Congo, Sébastien Desabre, foi informado sobre o falecimento de seu pai enquanto ainda respondia aos questionamentos dos jornalistas na sala de imprensa.
A notícia foi dada de maneira reservada, mas inesperada, por Jerry Kalemo, assessor de comunicação da seleção africana, assim que a entrevista se aproximava do fim. Ao ouvir o comunicado, Desabre não escondeu o choque, interrompendo as atividades e deixando o local às pressas sob a comoção dos profissionais de imprensa que acompanhavam o protocolo oficial da FIFA.
O drama acontece no encerramento de uma campanha histórica para o país. Esta foi a segunda participação da RD Congo na história dos Mundiais, sendo a primeira sob a atual identidade nacional, estabelecida em 1997. A única aparição anterior havia ocorrido em 1974, quando o país ainda adotava o nome de Zaire e terminou o torneio na fase de grupos.
Até o momento, a Federação Congolesa de Futebol não se manifestou publicamente sobre o luto do treinador ou detalhes a respeito de sua liberação do Catar para acompanhar os atos fúnebres de sua família.