No embalo da Copa do Mundo de 2026, Rosiane Pinheiro decidiu revisitar um dos momentos mais marcantes de sua trajetória artística. Aos 51 anos, a dançarina reproduziu a imagem que estampou a capa da Playboy de junho de 1998, ensaio que decolou sua imagem nacionalmente com o título de Musa da Copa.
A homenagem ao registro histórico foi compartilhada mais de duas décadas depois da publicação original, que permanece entre os trabalhos mais lembrados da carreira da artista.
Rosiane ganhou projeção em 1997 ao participar do concurso Morena do Tchan. Apesar de ter chegado à final, acabou derrotada por Scheila Carvalho. Pouco depois, recebeu convite para integrar a Gang do Samba.
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Escolha para Musa da Copa partiu dos jogadores e do público
Ao relembrar o período, Rosiane destacou o significado do título conquistado às vésperas do Mundial de 1998.
“Até hoje, sou a única Musa da Copa do Mundo da história das Copas a ter sido escolhida pelos próprios jogadores que participaram do Mundial e pelo público, em votação popular. Representar a beleza da mulher brasileira naquele momento foi uma honra que marcou minha vida para sempre”, afirmou.
A artista considera a capa da revista um dos trabalhos mais emblemáticos de sua carreira e acredita que o ensaio permanece vivo na memória do público mesmo após mais de 25 anos.
“Recebi apenas uma pequena parte do valor que me cabia”
Apesar da repercussão alcançada pela publicação, Rosiane afirmou que o retorno financeiro não correspondeu às expectativas que tinha na época.
Segundo ela, a capa da Playboy representava um símbolo de reconhecimento profissional e valorização artística. Com o passar dos anos, porém, passou a enxergar a experiência sob outra perspectiva.
“Na época, eu acreditava que estava vivendo uma das maiores conquistas da minha vida profissional. Ser capa da Playboy era um símbolo de sucesso, reconhecimento nacional e valorização artística. Anos depois descobri que recebi apenas uma pequena parte do valor que me cabia”, declarou.
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A dançarina comparou sua experiência à de outras personalidades que relataram mudanças significativas de vida após posar para a revista.
“Vou ser muito sincera. Eu vejo várias mulheres contando que o dinheiro da Playboy comprou apartamento, carro, mudou a vida delas. Quando escuto essas histórias, eu penso: ‘Que bom, porque comigo não aconteceu nada disso. E o mais curioso é que a minha revista foi uma das edições mais marcantes da época. Não estou falando por vaidade. Basta olhar o impacto que ela teve e o quanto ainda é lembrada mais de 25 anos depois'”, disse.
Sem arrependimentos
Mesmo com as críticas relacionadas à remuneração recebida, Rosiane afirma que não mudaria sua decisão caso pudesse voltar no tempo.
“Não me arrependo. Nem um pouco. Se pudesse voltar no tempo, faria tudo de novo.”
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A artista também reforçou o orgulho que sente pelo trabalho realizado e pela representatividade que a capa teve em sua trajetória.
“Tenho orgulho daquela capa, orgulho do meu corpo, orgulho da minha história e orgulho do que ela representa até hoje.”