Como um pequeno café transformou um espaço esquecido em atração cultural no Centro Histórico de Salvador

Como um pequeno café transformou um espaço esquecido em atração cultural no Centro Histórico de Salvador

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

com informações do CORREIO

Marina Silva/CORREIO

Publicado em 07/06/2026 às 13:34 / Leia em 3 minutos

Ao subir as escadarias da Igreja da Ordem Terceira dos Irmãos Carmelitas, na Ladeira do Carmo, um aroma de café recém-passado conduz moradores, turistas e fiéis a uma experiência pouco comum no Centro Histórico de Salvador. Em um espaço que permaneceu fechado por oito anos, nasceu o Café e Câmera (@cafeecamera), empreendimento que transformou um canto esquecido de um dos conjuntos arquitetônicos mais emblemáticos da cidade em um ponto de encontro para amantes de café, arte, fotografia e memória.

Como um pequeno café transformou um espaço esquecido em atração cultural no Centro Histórico de Salvador

Inaugurado em 2023 pelo fotógrafo, artista e marceneiro Adriano Viana, o espaço reúne cafeteria, galeria e uma coleção de antiguidades que ajuda a criar uma atmosfera acolhedora, frequentemente comparada pelos visitantes à casa dos avós. Entre câmeras fotográficas, discos de vinil, rádios antigos, máquinas de escrever e fotografias autorais, o local oferece uma experiência que vai além da gastronomia.

A ideia começou a tomar forma em 2017, quando Adriano morava em Adelaide, na Austrália, onde fez um curso de barista. O plano inicial era abrir uma cafeteria. Com o tempo, o projeto ganhou novos contornos e passou a incorporar outras paixões do empreendedor, como a fotografia, o colecionismo e a arte.

Como um pequeno café transformou um espaço esquecido em atração cultural no Centro Histórico de Salvador

Ao encontrar o espaço ao lado da igreja, que estava sem uso havia quase uma década, decidiu reunir tudo em um único ambiente. O investimento inicial foi de cerca de R$ 20 mil, valor utilizado para a compra da máquina de café, mobiliário e equipamentos. Hoje, somente o acervo de câmeras soma cerca de 400 peças, incluindo exemplares do século XIX.

O crescimento do Café e Câmera acompanha uma transformação mais ampla vivida pelo Centro Histórico de Salvador. Segundo dados da Receita Federal, quase metade das empresas atualmente instaladas na região iniciou suas atividades entre 2021 e 2026. Cafeterias autorais, espaços culturais e empreendimentos ligados à economia criativa têm contribuído para atrair novos públicos e ampliar a permanência de turistas e moradores no local.

O reconhecimento já ultrapassou as fronteiras do país. Em 2025, o Café e Câmera foi citado pelo jornal americano The New York Times, que definiu o espaço como “um ótimo lugar para um café e uma boa conversa”.

Mais do que um negócio, o empreendimento se tornou um exemplo de como iniciativas independentes podem contribuir para a revitalização urbana, preservando a memória, estimulando a economia criativa e fortalecendo a ocupação de espaços históricos da capital baiana.

Leia mais notícias no CORREIO, parceiro do Alô Alô Bahia.

 

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia