Corinthians perde por 2 a 0 para o Platense e fecha grupo da Libertadores em alerta

Corinthians perde por 2 a 0 para o Platense e fecha grupo da Libertadores em alerta

Redação Alô Alô Bahia

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Miguel Schincariol/AFP

Publicado em 28/05/2026 às 08:06 / Leia em 4 minutos

O Corinthians perdeu por 2 a 0 para o Platense na noite de quarta-feira, 27 de maio de 2026, na Neo Química Arena, pela sexta rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores. Mesmo já classificado e garantido na liderança do Grupo E, o time de Fernando Diniz encerrou a primeira fase com sua atuação mais irregular no torneio, perdeu a invencibilidade na competição e deixou sinais de preocupação para o mata-mata.

Platense aceita defender baixo e castiga os erros

O desenho do jogo favoreceu a leitura mais conservadora do Platense. A equipe argentina baixou suas linhas, reduziu espaços por dentro e aceitou ter menos posse, mas conseguiu tirar o Corinthians de zonas confortáveis. O time paulista circulou a bola durante boa parte do primeiro tempo, porém sem velocidade suficiente para deslocar a marcação rival e com pouca presença entre as linhas.

O primeiro gol saiu aos 20 minutos, em lance que expôs a dificuldade corintiana para controlar bolas paradas e segundas ações na área. Após escanteio, Hugo Souza não conseguiu cortar, Rodrigo Garro tocou com o braço dentro da área e o árbitro marcou pênalti com auxílio do VAR. Zapiola cobrou e abriu o placar para o Platense.

Corinthians tem posse, mas pouca criação real

A equipe de Diniz teve volume territorial, mas transformou pouco esse domínio em finalizações limpas. A dupla de volantes formada por Raniele e Allan deu maior proteção, só que reduziu a fluidez na saída e dificultou a conexão com Garro, Memphis e Yuri Alberto. O Corinthians ficou preso a uma posse mais horizontal, com pouca agressividade para atacar o intervalo entre lateral e zagueiro do Platense.

No primeiro tempo, os momentos de maior perigo foram raros. Memphis apareceu em tabela perto do intervalo e finalizou com algum perigo, mas o Corinthians não sustentou pressão. A equipe teve dificuldade para acelerar no momento certo, acumulou erros de passe e não conseguiu empurrar o adversário para dentro da própria área com continuidade.

Falhas de Hugo Souza pesam em noite de pouca reação

Hugo Souza esteve diretamente envolvido nos dois gols argentinos. No primeiro, saiu mal na bola aérea que terminou no pênalti. No segundo, já na etapa final, errou na saída curta, Zapiola recuperou e finalizou por cobertura para ampliar. O lance praticamente tirou do Corinthians a margem emocional para reagir, porque o time já enfrentava dificuldade para criar e passou a precisar furar um bloco ainda mais protegido.

Diniz tentou mudar o ritmo no intervalo, com ajustes que deixaram o meio-campo menos preso e aumentaram a presença pelo lado direito. Matheuzinho passou a participar mais com aproximações, e Kaio César ajudou a dar amplitude e condução. Ainda assim, a melhora foi insuficiente. O Corinthians chegou a ter chance em bola aérea com Pedro Raul nos minutos finais, mas não conseguiu transformar a pressão tardia em gol.

Diniz sai com respostas pendentes para o mata-mata

A escolha inicial de Diniz indicou preocupação com equilíbrio defensivo, mas o Corinthians perdeu criatividade justamente no setor que deveria organizar o jogo. Sem uma saída limpa e com Garro apagado, Memphis precisou sair da área de influência mais decisiva para participar da construção. Yuri Alberto também recebeu pouco em condições de finalizar.

Do outro lado, o Platense cumpriu o plano com disciplina. Marcou com compactação, protegeu a entrada da área e esperou o erro corintiano. Não foi uma atuação de domínio argentino, mas foi uma vitória construída com eficiência, leitura de contexto e aproveitamento das falhas que apareceram.

Resultado não muda a vaga, mas muda o tom da classificação

O Corinthians terminou a fase de grupos na liderança do Grupo E e seguirá para as oitavas de final da Libertadores, com definição do próximo adversário em sorteio. O resultado, porém, quebra a sequência invicta na competição e encerra a fase com três jogos sem vitória, ponto que aumenta a cobrança por ajustes antes do mata-mata.

Para o Platense, a vitória fora de casa reforça a força competitiva da equipe e premia uma atuação madura na Neo Química Arena. Para o Corinthians, a classificação em primeiro lugar segue sendo o dado central da campanha, mas a derrota mostra que posse de bola sem profundidade, erros na saída e pouca variação ofensiva podem custar caro quando a Libertadores entrar em fase eliminatória.

 

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