Agricultor nordestino que achou petróleo ao buscar água em sítio vai receber até menos de 1% do lucro da produção

Agricultor nordestino que achou petróleo ao buscar água em sítio vai receber até menos de 1% do lucro da produção

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Com informações de Correio

Marcelo Andrade/IFCE

Publicado em 22/05/2026 às 16:59 / Leia em 2 minutos

A tentativa de encontrar água para abastecer a própria casa terminou com uma descoberta inesperada no interior do Ceará. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) confirmou que a substância escura encontrada pelo agricultor Sidrônio Moreira em uma propriedade rural no Vale do Jaguaribe é petróleo cru.

Segundo informações divulgadas pelo g1, Sidrônio decidiu perfurar o solo usando economias da aposentadoria para construir um poço artesiano. A família enfrentava dificuldades de acesso à água encanada e buscava uma alternativa para abastecimento doméstico. No lugar da água, porém, surgiu um líquido preto, viscoso e com forte cheiro de combustível.

O caso aconteceu inicialmente em novembro de 2024, mas a família só procurou oficialmente a ANP em julho de 2025. A vistoria técnica da agência ocorreu meses depois, em março deste ano, após a repercussão do caso. Agora, depois da conclusão das análises laboratoriais, a ANP confirmou que o material encontrado se trata realmente de petróleo.

A confirmação abriu um processo administrativo para avaliar o potencial da área e estudar as condições geológicas da região. Os levantamentos devem indicar se existe viabilidade econômica para exploração comercial futura. Apesar disso, a ANP informou que ainda não existe prazo para conclusão dos estudos e ressaltou que não há garantia de exploração da reserva.

Ainda conforme o g1, técnicos da agência consideraram o caso incomum porque o petróleo apareceu em uma profundidade relativamente baixa, cerca de 40 metros abaixo da superfície. As análises utilizaram amostras coletadas pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE), que acompanha a situação desde o início.

Mesmo que o subsolo pertença à União, a legislação brasileira prevê compensação financeira ao dono do terreno caso haja exploração econômica da área no futuro. O percentual pode variar entre 0,5% e 1% do valor da produção petrolífera.

A ANP informou ainda que os resultados também foram enviados à Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará (Semace), que poderá avaliar possíveis impactos ambientais e definir orientações relacionadas à área.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia