Espetáculo “Peste” estreia em Salvador com reflexão sobre saúde mental e esgotamento

Espetáculo “Peste” estreia em Salvador com reflexão sobre saúde mental e esgotamento

Redação Alô Alô Bahia

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Divulgação

Publicado em 22/05/2026 às 12:07 / Leia em 2 minutos

O espetáculo solo “Peste”, estrelado pela atriz Carol Mota e dirigido por Rafael Fontes, estreia em junho, em Salvador, propondo uma reflexão sobre o cansaço, a solidão e as contradições da vida contemporânea. As apresentações acontecem nos dias 5, 6 e 12 de junho, às 19h, e no dia 13, às 16h, no Teatro SESI Rio Vermelho.

Com cerca de 60 minutos de duração, a montagem acompanha o cotidiano de uma mulher isolada em seu apartamento, atravessada pelas pressões da produtividade e pela exigência constante de positividade. Em cena, uma tarefa aparentemente simples, de matar uma barata, desencadeia um percurso emocional que expõe o desgaste psíquico provocado por cobranças, frustrações e alienação.

A dramaturgia é dividida em seis momentos e dialoga com referências como “A Sociedade do Cansaço”, do filósofo Byung-Chul Han, além de obras como “A Metamorfose”, de Franz Kafka, e “Não Tenho Boca e Preciso Gritar”, de Harlan Ellison.

A encenação aposta em uma atmosfera íntima e inquietante, com trilha sonora e efeitos executados ao vivo sob direção musical de Rudá Paixão, que também integra a banda na bateria ao lado do guitarrista Antonio Pinheiro. A cenografia assinada por Bertha Blume transforma a casa da personagem em um espaço surreal, onde elementos do banheiro invadem outros cômodos, refletindo sua deterioração psicológica.

Mais do que retratar um drama individual, “Peste” amplia o debate sobre saúde mental e os impactos sociais de discursos que incentivam a produtividade sem limites. A narrativa também chama atenção para o aumento dos casos de transtornos mentais e para a necessidade de cuidado emocional em meio às exigências da vida atual.

Formado em Interpretação Teatral pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Rafael Fontes constrói sua trajetória como ator, diretor e dramaturgo em trabalhos como “Andando Sem Sair do Lugar” e “A Repartição”. Já Carol Mota, formada em Artes e Interpretação Teatral também pela UFBA, conduz o público por temas como solidão, memória, fracasso e resistência.

Os ingressos custam R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira), com vendas antecipadas pela plataforma Sympla. O espetáculo tem classificação indicativa de 14 anos.

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