Praticar atividade física regularmente pode ser o principal segredo para envelhecer com mais saúde, autonomia e qualidade de vida. É o que aponta um estudo realizado com cerca de 15 mil brasileiros participantes do ELSA-Brasil (Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto), uma das maiores pesquisas sobre saúde e envelhecimento do país.
Os dados revelam que o sedentarismo cresce de forma significativa após a aposentadoria. Entre os homens, a inatividade física aumenta cerca de 65%, enquanto entre as mulheres o índice sobe 55%. Segundo os pesquisadores, essa mudança de rotina pode impactar diretamente o surgimento de doenças crônicas, perda de mobilidade e redução da independência ao longo dos anos.
O levantamento reforça que manter o corpo em movimento é mais eficiente para o envelhecimento saudável do que medidas pontuais ou soluções consideradas milagrosas. Caminhadas, musculação, dança, bicicleta, natação e até atividades simples do cotidiano, quando feitas com frequência, já contribuem para melhorar a saúde cardiovascular, fortalecer músculos e ossos, preservar a memória e reduzir riscos de depressão e ansiedade.
Os especialistas envolvidos no estudo destacam ainda que os benefícios da atividade física aparecem em qualquer fase da vida, inclusive para quem começa mais tarde. A prática regular ajuda no controle da pressão arterial, diabetes e colesterol, além de favorecer o sono, a disposição e o bem-estar emocional.
A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que adultos realizem ao menos 150 minutos semanais de atividades físicas moderadas ou 75 minutos de exercícios intensos, aliados a exercícios de fortalecimento muscular ao menos duas vezes por semana.
Para os pesquisadores, o desafio agora é transformar a prática de exercícios em um hábito mais acessível e contínuo entre a população brasileira, especialmente diante do avanço do sedentarismo no país.