IBGE aponta queda na fecundidade da Bahia impulsionada por gestantes mais velhas e com menos filhos

IBGE aponta queda na fecundidade da Bahia impulsionada por gestantes mais velhas e com menos filhos

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 06/05/2026 às 08:26 / Leia em 2 minutos

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta terça-feira (5), dados que explicam mudanças profundas no perfil da maternidade na Bahia. O levantamento baseado no Censo Demográfico de 2022 aponta que as mulheres baianas estão se tornando mães mais tarde e tendo menos filhos. A tendência gerou uma redução contínua da taxa de fecundidade no estado e sofre influência direta de fatores sociais, econômicos e educacionais.

O mapeamento contabilizou 4,083 milhões de mães na Bahia durante o ano de 2022, o que representa 65,8% da população feminina com 12 anos ou mais. A proporção equivale a cerca de 7 em cada 10 mulheres e configura o 13º maior índice do país. O estudo confirmou o envelhecimento da maternidade ao registrar que o número de mães com até 34 anos caiu 24,8% em comparação com o ano de 2010. No sentido oposto, o grupo de mulheres com 35 anos ou mais cresceu 28% no mesmo período e passou a representar quase 8 em cada 10 mães baianas.

O total de filhos gerados por mulheres no estado sofreu uma redução de 6,9% na última década com uma queda expressiva de 881.476 nascimentos. A taxa de fecundidade baiana despencou de 1,70 para 1,55 filho por mulher entre 2010 e 2022, permanecendo bem abaixo da média de reposição populacional de 2,10.

A capital Salvador acompanhou o ritmo de queda e registrou uma taxa de 1,14, consolidando a 3ª posição mais baixa entre as capitais brasileiras. O interior apresentou contrastes, com o município de Sítio do Mato na liderança com 2,74 e Novo Triunfo no extremo oposto com apenas 0,81 filho por mulher.

Os indicadores do instituto revelaram ainda que a fecundidade é inversamente proporcional ao nível de escolaridade. A taxa entre as baianas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto bateu a marca de 1,97, enquanto as mulheres com ensino superior completo registraram o índice de apenas 1,13.

O recorte demográfico por raça e cor demonstrou que a fecundidade foi maior entre a população indígena com a taxa de 2,02, seguida pelas mulheres pardas com 1,61, pretas com 1,55 e amarelas com 1,48. O grupo de mulheres brancas apresentou o menor índice do estado com 1,37.

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