Rota do Cangaço: projeto quer transformar sertão baiano em polo turístico e cultural

Rota do Cangaço: projeto quer transformar sertão baiano em polo turístico e cultural

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

iStock

Publicado em 05/05/2026 às 08:58 / Leia em 2 minutos

A proposta de transformar a memória do cangaço em motor de desenvolvimento regional na Bahia começou a tramitar na Assembleia Legislativa da Bahia. De autoria do deputado Bobô (PC do B), o projeto de lei cria a “Rota Turística, Histórica e Cultural do Cangaço”, com a missão de mapear e estruturar municípios baianos diretamente ligados ao fenômeno histórico, convertendo narrativas, tradições e acervos em produtos turísticos organizados.

Na justificativa, o parlamentar defende que o cangaço é um capítulo central da formação social nordestina e pode ser trabalhado de forma estratégica. “A criação da rota tem como objetivo combater a subutilização do patrimônio cultural da região e jogar luz sobre áreas historicamente invisibilizadas do estado”, disse. A iniciativa busca diversificar o turismo baiano, incentivando roteiros ecológicos, históricos e pedagógicos e reduzindo a concentração de visitantes no litoral ao direcioná-los também para o interior.

A expectativa é que a rota estimule o desenvolvimento sustentável ao fortalecer pequenos empreendedores, a rede hoteleira, o artesanato e a gastronomia sertaneja, ao mesmo tempo em que amplia ações de educação patrimonial nas escolas. Para garantir uma experiência imersiva, o projeto prevê investimentos em infraestrutura e qualificação, como sinalização turística adequada, criação de mapas físicos e digitais e capacitação de guias e agentes culturais. Também estão previstas feiras, festivais e eventos temáticos, além de parcerias entre municípios, universidades, instituições culturais e a iniciativa privada.

A estrutura inicial contempla 24 cidades com relevância histórica e geográfica para o cangaço, entre elas Paulo Afonso, Canudos, Euclides da Cunha, Jeremoabo, Monte Santo e Senhor do Bonfim, além de municípios como Curaçá, Santa Brígida, Glória, Chorrochó, Macururé, Pedro Alexandre, Coronel João Sá, Andorinha, Campo Formoso, Mairi, Tucano, Cícero Dantas, Uauá, Morro do Chapéu, Serrolândia, Ribeira do Pombal e Jaguarari. O texto ainda permite que o Poder Executivo amplie ou atualize a lista com base em critérios técnicos e históricos.

Se aprovado, o projeto pode reposicionar o sertão baiano no mapa do turismo cultural brasileiro, valorizando sua história e criando novas oportunidades econômicas para regiões tradicionalmente menos exploradas.

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