O documentário “Zico, o Samurai de Quintino” estreia nesta quinta-feira (30) em mais de 400 salas de cinema em todo o Brasil, trazendo ao público um acervo inédito de Zico com imagens raras em Super 8, registros de bastidores e itens pessoais do ex-jogador. Dirigido por João Wainer, o longa mergulha em uma dimensão mais íntima do ídolo. “A missão do Zico vai muito além do futebol, seu legado ultrapassa gols e vitórias”, afirma o diretor.
Pela primeira vez, o filme abre o acervo pessoal do craque, revisitado pela família com participação direta de Sandra, esposa do ex-camisa 10 há 50 anos. Ela ganha protagonismo ao acompanhar de perto a trajetória do jogador, revelando um lado mais sensível e familiar. O material reúne desde momentos cotidianos até episódios pouco conhecidos da carreira, ampliando o olhar sobre a história do ídolo.
Distribuído pela Downtown Filmes, o documentário contará ainda com uma ação promocional na primeira semana em cartaz: espectadores que forem ao cinema vestindo a camisa do Clube de Regatas do Flamengo terão direito à meia-entrada, mediante consulta aos cinemas participantes.
Um dos fios condutores do longa é o chamado “museu pessoal” de Zico, um acervo organizado especialmente para o projeto e revisitado por sua família. A partir desse conjunto de imagens e objetos, o filme constrói uma narrativa afetiva, conectando passado e presente e apresentando um retrato mais humano do ídolo, para além dos gols e conquistas.
O documentário também reúne depoimentos de nomes marcantes da trajetória do jogador, como Júnior, Carpegiani, Carlos Alberto Parreira e Ronaldo Fenômeno, equilibrando memória, análise esportiva e emoção. “O samurai é um guerreiro, um cara que acredita em tudo. É otimista, quer superar todas as dificuldades que possam vir pela frente, então essa identificação é muito grande”, afirma Zico.
Para os produtores, a experiência nas telonas é parte essencial da proposta. “Acredito que a experiência de ver a obra no cinema, com a qualidade de som e imagem que alcançamos, será uma experiência inesquecível”, afirma André Wainer.
As filmagens começaram em 2023, ano em que o ídolo completou 70 anos, e passaram por locais emblemáticos como Quintino, no Rio de Janeiro, além de um set montado para entrevistas e cenas especiais. O projeto também percorreu o Japão, país onde Zico teve papel fundamental no desenvolvimento do futebol, do time operário do Sumitomo à seleção japonesa.