Trocar a estabilidade do serviço público por um negócio próprio foi a decisão que levou a empreendedora Riamy Cavalcante a construir uma rede de lavanderias de autoatendimento com faturamento de R$ 1,385 milhão em 2025. As informações são da Exame.
Ex-integrante da Defensoria Pública do Amazonas, ela iniciou a transição após perceber limitações de crescimento na carreira e, ao lado do marido, passou a buscar alternativas. O modelo escolhido foi o de lavanderias self-service, com investimento inicial de R$ 200 mil. A rede escolhida foi a Lavô.
A primeira unidade foi inaugurada em 2022, em Manaus. Poucos meses depois, Riamy decidiu deixar o cargo público para se dedicar integralmente ao negócio, que passou a crescer com base no reinvestimento dos lucros. Em quatro anos, a operação chegou a cinco unidades — três no Amazonas e duas na Bahia.
Hoje, todas as unidades são lucrativas e funcionam com equipes reduzidas, além de gestão majoritariamente remota.
Além do modelo tradicional de autoatendimento, a empresária ampliou a receita com novos serviços, como lavagem completa com entrega pronta ao cliente e atendimento a empresas. Só em 2026, essas frentes já somam cerca de R$ 170 mil em faturamento.
O negócio opera com margem média de 30% e pode chegar a 42% em períodos de maior demanda. Para este ano, a projeção é alcançar R$ 1,6 milhão em receita.
Apesar dos resultados, Riamy destaca que o modelo exige dedicação contínua. “Não é renda passiva. São lojas funcionando 24 horas por dia e dependem de gestão diária”, afirma.