Bahia pode ganhar Dia Estadual do DJ no mês de março

Bahia pode ganhar Dia Estadual do DJ no mês de março

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Freepik

Publicado em 18/03/2026 às 10:13 / Leia em 2 minutos

Um projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa da Bahia propõe a criação do Dia Estadual do DJ, a ser celebrado em 9 de março, data já reconhecida internacionalmente como Dia Mundial do DJ. A iniciativa é do deputado Hilton Coelho (PSOL).

Ao justificar a proposta, o parlamentar destacou a relevância histórica e cultural da profissão, afirmando que o objetivo é reconhecer, valorizar e preservar a contribuição dos DJs. Segundo ele, trata-se de uma categoria “cuja atuação constitui elemento relevante na construção da identidade cultural contemporânea e no fortalecimento da economia criativa”.

O deputado ressalta ainda que os profissionais têm papel central na difusão da música e na dinamização do entretenimento. Para ele, os DJs contribuem “para a formação de novos públicos e para a democratização do acesso à cultura”.

De acordo com o texto, a cultura da discotecagem no Brasil ganhou força entre as décadas de 1950 e 1960, com a expansão dos bailes dançantes e dos sistemas de som, consolidando-se como “elemento estruturante” da música urbana, especialmente entre jovens e movimentos culturais das periferias.

Na Bahia, o projeto destaca o fortalecimento da cena a partir dos anos 1980, com o legado de DJ Wilson, conhecido como “O Mago das Mixagens”. O deputado observa que “mais do que agentes do entretenimento, os DJs desempenham função relevante como instrumentos de expressão cultural de diversos segmentos da sociedade, especialmente aqueles historicamente marginalizados”.

O texto também enfatiza a atuação desses profissionais em manifestações ligadas à cultura negra e afro-brasileira, aos movimentos urbanos como hip hop, rap e trap, e à comunidade LGBTQIA+, citando eventos como a Parada do Orgulho LGBT+ de Salvador.

Para Hilton Coelho, o reconhecimento institucional da data representa um gesto de “valorização da diversidade cultural e da pluralidade social” da Bahia, além de ser “uma estratégia de fortalecimento da economia criativa e de valorização dos profissionais da cultura, contribuindo para geração de renda, emprego e oportunidades no setor cultural”.

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