Salvador é destaque em documentário da Embratur sobre o mar brasileiro e a economia azul

Salvador é destaque em documentário da Embratur sobre o mar brasileiro e a economia azul

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 08/03/2026 às 15:13 / Leia em 3 minutos

No Brasil, o mar nunca foi apenas paisagem: ele sustenta comunidades, inspira fé, movimenta economias e desenha futuros. É a partir dessa conexão que a Embratur lançou um novo episódio da série audiovisual “Turismo Transforma: A Magia do Oceano”, documentário que mergulha em histórias reais de brasileiros cujas vidas são moldadas pelas marés e mostra como o Atlântico atua como vetor de transformação social, cultural e econômica.

A produção percorre cenários icônicos de Salvador e Florianópolis, destacando o conceito de Brasil Azul. No filme, conservação ambiental e economia azul, modelo de desenvolvimento baseado no uso sustentável dos recursos marinhos, aparecem como pilares de um turismo que vai além da contemplação, oferecendo aos visitantes experiências de renovação, cura e consciência ambiental.

Como parte da estratégia de promoção do Brasil no exterior, a primeira exibição pública do episódio aconteceu durante a Galeria Visit Brasil, em Lisboa, quando a capital portuguesa sediava a Bolsa de Turismo de Lisboa. O espaço funcionou como uma vitrine imersiva da cultura e dos destinos brasileiros na Europa, proporcionando ao público internacional um mergulho sensorial na chamada economia azul.

Para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, “o Brasil Azul mostra que nossas praias não são apenas espaços de lazer”. “São territórios de conservação, de fé e de sobrevivência. Quando promovemos o mar brasileiro, estamos promovendo a nossa história e a nossa capacidade de inovar com sustentabilidade. É o turismo na prática, aquele que deixa legado para quem recebe e memórias transformadoras para quem visita”, afirmou.

Um dos grandes destaques do episódio é Salvador, onde o documentário captura a dimensão mística da relação entre o soteropolitano e o mar. A partir do olhar de pescadores veteranos e devotos de Iemanjá, o oceano aparece como espaço de respeito, espiritualidade e ancestralidade. A narrativa também destaca a tradicional Festa de Iemanjá como um epicentro cultural que atrai turistas do mundo inteiro, transformando devoção em uma potente alavanca de negócios e turismo cultural.

Na capital baiana, o mar é descrito como um lugar de acolhimento materno, onde as energias se renovam e a identidade se fortalece. O documentário evidencia ainda como o turismo pode fortalecer patrimônios imateriais, combater invisibilidades históricas e transformar tradição em oportunidade.

Nesse cenário, o litoral brasileiro deixa de ser apenas destino de férias e passa a ser espaço de permanência, produtividade e bem-estar. O episódio ainda incorpora a perspectiva técnica da certificação Bandeira Azul, selo internacional concedido a praias e marinas que cumprem critérios rigorosos de qualidade ambiental, segurança e gestão sustentável. Ao apresentar essas iniciativas, o documentário reforça que o turismo pode ser também uma ferramenta de adaptação e mitigação climática, promovendo um modelo de visitação que protege o território.

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