Pessoas com vício em bets passam a contar com suporte gratuito pelo SUS; saiba como funciona

Pessoas com vício em bets passam a contar com suporte gratuito pelo SUS; saiba como funciona

Redação Alô Alô Bahia

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Luana Veiga

Freepik

Publicado em 03/03/2026 às 16:54 / Leia em 3 minutos

O ministro da Saúde Alexandre Padilha anunciou, nesta terça-feira (3), o início do teleatendimento pelo Sistema Único de Saúde com foco em jogos de apostas. Realizado  em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde, o serviço oferece suporte gratuito a pessoas a pessoas com 18 anos ou mais que apresentam compulsão pelas chamadas bets, além de familiares e rede de apoio. A expectativa inicial é a de 600 atendimentos online por mês, mas o ministério poderá ampliar esse número, a depender da demanda. A ideia é chegar a 100 mil atendimentos mensais.

Estamos dando mais um passo para acolher e ajudar essas pessoas a sair do sofrimento mental que está diretamente associado à compulsão nas apostas eletrônicas que, além de ser um problema de saúde mental, leva ao acometimento financeiro e problemas familiares. Quando olhamos os dados dos Centros de Atenção Psicossocial, vemos, nos últimos anos, de 2 mil a 3 mil atendimentos apenas de pessoas que vão presencialmente falar que têm um problema com compulsão de jogos”, afirmou Padilha.

As consultas são realizadas por chamada de vídeo, com duração média de 45 minutos, e fazem parte de ciclos estruturados de cuidado, que podem incluir até 13 consultas por paciente, em grupo com sua rede de apoio ou individualmente. O atendimento é feito por uma equipe multiprofissional, formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de médico psiquiatra quando necessário, além de articulação com assistência social e medicina de família para integração com os serviços locais.

Como acessar

Para acessar o serviço, o interessado deve se cadastrar por meio do Meu SUS Digital. No aplicativo, a pessoa terá acesso a um autoteste, baseado em evidências científicas e validado no Brasil por especialistas, com perguntas que ajudam a identificar sinais de risco e orientar o próximo passo. Se o resultado indicar risco moderado ou elevado, o encaminhamento para o teleatendimento é automático. Nos casos de menor risco, o aplicativo orienta a procurar a Rede de Atenção Psicossocial, que inclui desde Centros de Atenção Psicossocial a Unidades Básicas de Saúde.

O Meu SUS Digital também conta com conteúdos informativos sobre sinais de alerta, prevenção e impacto da prática na saúde mental. Além disso, a Ouvidoria do SUS está treinada e preparada para orientações sobre o tema. Os profissionais atendem pelo telefone 136, por teleatendimento, via formulário, WhatsApp ou chatbot no site do Ministério da Saúde. T

“Esta ação do Ministério da Saúde é mais uma resposta ao fenômeno recente de comportamentos problemáticos relacionados a jogos e apostas, principalmente online. A procura espontânea por atendimento presencial ainda é baixa, muitas vezes por vergonha, medo de julgamento ou dificuldade de reconhecer o problema. Desta forma, o teleatendimento foi estruturado justamente para ampliar o acesso ao cuidado deforma reservada, segura e acessível”, diz o ministério.

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