Hytalo Santos e marido são condenados à prisão por exploração sexual de adolescentes

Hytalo Santos e marido são condenados à prisão por exploração sexual de adolescentes

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Tiago Mascarenhas

Reprodução

Publicado em 23/02/2026 às 09:59 / Leia em 2 minutos

A Justiça da Paraíba condenou o influenciador digital Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente (conhecido como Euro), à prisão por produção de conteúdo pornográfico e exploração sexual de adolescentes.

A decisão, proferida pela comarca de Bayeux, na Grande João Pessoa, tornou-se pública neste domingo (22). Hytalo recebeu a pena de 11 anos e quatro meses, enquanto Israel foi sentenciado a oito anos e 10 meses.

O juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa detalhou na sentença que os condenados criaram um ambiente artificial e controlado, semelhante a um “reality show”, para isolar os adolescentes. As vítimas eram inseridas em contextos adultos e de risco extremo, com acesso facilitado a bebidas alcoólicas e negligência em relação à alimentação e à educação básica.

O magistrado enfatizou que a dupla se aproveitou da vulnerabilidade dos jovens, que não tinham capacidade de resistir ou compreender as práticas ilícitas.

A decisão judicial fixou o pagamento de uma indenização de R$ 500 mil por danos morais, calculada com base na gravidade do caso e no poder aquisitivo dos réus. Ambos também foram condenados ao pagamento de 360 dias-multa.
O magistrado negou aos dois o direito de recorrer em liberdade, mantendo a prisão preventiva e o regime fechado.

Hytalo e Euro foram detidos em São Paulo em meados de agosto do ano passado e transferidos no fim do mesmo mês para o Presídio do Róger, na capital paraibana, onde permanecem encarcerados.

A equipe jurídica de Hytalo e Euro declarou que recorrerá da sentença, alegando que os argumentos e provas apresentados durante a instrução do processo são suficientes para derrubar a acusação. Os advogados aguardam a análise de um pedido de habeas corpus pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), que deve ser retomada nesta terça-feira (24).

Além da condenação na esfera criminal, o casal enfrenta um processo paralelo na Justiça do Trabalho. Nessa outra frente, eles são réus sob a acusação de tráfico de pessoas para exploração sexual e submissão de trabalhadores a condições análogas à escravidão.

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