A ex-ginasta Laís Souza viveu um momento de forte emoção ao conhecer Bruno Drummond de Freitas, paciente que apresentou recuperação significativa após tratamento experimental para lesão medular. O encontro foi compartilhado nas redes sociais da atleta.
Laís ficou tetraplégica em 2014, após um acidente durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi. Desde então, acompanha de perto avanços científicos voltados à reabilitação de pessoas com lesões na medula espinhal.
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Bruno sofreu um grave acidente de carro em abril de 2018 e teve fraturas na coluna nas regiões C6 e T8. A lesão medular cervical foi considerada completa, com diagnóstico inicial de tetraplegia. Menos de 24 horas após o trauma, ele passou por cirurgia e recebeu a aplicação experimental de polilaminina — substância utilizada em formato de “vacina” — tornando-se o primeiro paciente no mundo a utilizá-la em casos de lesão medular aguda.
Segundo o relato divulgado, o primeiro movimento voluntário aconteceu cerca de três semanas depois, quando ele conseguiu flexionar o dedão do pé. A partir daí, a recuperação evoluiu gradualmente. Atualmente, Bruno é descrito como funcionalmente independente, apesar de ainda conviver com algumas sequelas.
A polilaminina é derivada da laminina, proteína relacionada à estrutura celular. Em janeiro deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de estudo clínico da substância, desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e patrocinado pela Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
O estudo está na fase 1, voltada a pacientes com lesões agudas, etapa que tem como foco principal avaliar a segurança do medicamento. A comprovação da eficácia depende das próximas fases da pesquisa.